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Quem é Renan Santos, candidato que teve campanha digital suspensa pelo TSE

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Quem é Renan Santos, candidato que teve campanha digital suspensa pelo TSE

Renan Santos, 42, entrou na disputa pela Presidência em 2026 depois de mais de uma década atuando nos bastidores da política. Nesta segunda-feira (31), a campanha foi suspensa por decisão do ministro Dias Toffoli , do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Decisão atingiu propaganda digital e participação em debates e entrevistas. Toffoli também suspendeu o repasse de recursos do Fundo Eleitoral à chapa de Renan. O registro da candidatura não foi rejeitado e segue em análise no TSE.

Caso envolve perfis que não foram informados inicialmente à Justiça Eleitoral. No pedido de registro apresentado em 7 de agosto, Renan havia informado um site e uma conta no X. Doze dias depois, a chapa apresentou uma relação com 18 endereços, incluindo 16 perfis que não constavam inicialmente. Um deles tinha 2,4 milhões de seguidores, segundo a decisão.

Renan nega ter cometido irregularidades. O candidato afirmou que os perfis foram informados posteriormente por causa de problemas no sistema do TSE e disse que pretende continuar na disputa.

Renan Santos é empresário, ativista político e um dos fundadores do MBL. Ele estudou Direito na USP (Universidade de São Paulo), mas não concluiu o curso. Aos 42 anos, chega à eleição presidencial sem nunca ter disputado anteriormente um cargo eletivo.

Ganhou projeção nacional com o Movimento Brasil Livre. Renan participou da fundação do MBL em 2014. O grupo cresceu principalmente pelas redes sociais e ganhou notoriedade nacional ao organizar manifestações contra o governo de Dilma Rousseff (PT) e defender o impeachment da então presidente.

Apesar da atuação política, Renan permaneceu nos bastidores eleitorais por mais de uma década. Integrantes ligados ao MBL concorreram e foram eleitos por diferentes partidos, mas o próprio Renan não havia se candidatado. A eleição presidencial de 2026 é a primeira disputa eleitoral dele.

O Missão nasceu a partir do MBL e disputa sua primeira eleição em 2026. O TSE aprovou por unanimidade o registro da legenda em novembro de 2025. O partido tornou-se a 30ª sigla registrada no tribunal e adotou o número 14. Renan é o presidente nacional da legenda.

Renan foi escolhido para representar o novo partido na corrida pelo Planalto. A candidatura foi oficializada em julho. O candidato a vice-presidente na chapa é o coronel da reserva Aroldo Medina, também do Missão.

Segurança pública e redução do tamanho do Estado estão entre as principais bandeiras. O programa apresentado pelo partido, chamado de "Livro Amarelo", defende endurecimento no combate ao crime organizado e ajuste das contas públicas, além de mudanças em políticas sociais e educacionais.

Os levantamentos divulgados hoje mostravam resultados diferentes para Renan. Na AtlasIntel/Bloomberg, ele aparecia com 7,6% das intenções de voto no primeiro turno, tecnicamente empatado com Augusto Cury (Avante), que tinha 7,8%. Lula (PT) aparecia com 43,4% e Flávio Bolsonaro (PL), com 33,7%.

No BTG/Nexus, Renan aparecia com 3%. No principal cenário divulgado também nesta segunda, Lula tinha 39%, Flávio Bolsonaro, 33%, Augusto Cury, 11%, e Ronaldo Caiado (PSD), 5%.

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