Começa julgamento contra a Meta por suposta dependência de menores
A Meta, controladora de algumas das redes sociais mais usadas do mundo, enfrenta a partir desta quarta-feira (12) uma coalizão de procuradores-gerais dos Estados Unidos determinada a demonstrar na Justiça federal que Instagram e Facebook foram deliberadamente projetados para gerar dependência em menores de idade.
Embora não seja a primeira ação a tentar responsabilizar uma empresa de redes sociais por seu impacto na saúde mental e na segurança, esta pode se tornar uma das mais importantes.
O processo começou com a seleção do júri no tribunal federal de Oakland, perto de São Francisco.
A juíza Yvonne Gonzalez Rogers questionou os potenciais jurados sobre suas opiniões a respeito da Meta, se possuem contas no Facebook e no Instagram e se consideram as redes sociais responsáveis por problemas de saúde mental. Ela destacou que o papel do júri será consultivo e que a decisão final será sua.
As audiências começarão em 18 de agosto e durarão seis semanas, até o fim de setembro. O veredicto deve ser conhecido no início de outubro.
Este caso "se parece muito com o da indústria do tabaco nos anos 1990", explicou à AFP Vincent Joralemon, jurista do centro de direito e tecnologia da Universidade da Califórnia em Berkeley.
Os procuradores-gerais da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey liderarão a ofensiva contra a Meta em nome de cerca de 30 estados que abriram ações judiciais em 2023. Eles buscam demonstrar perante um tribunal federal que a companhia tornou deliberadamente Facebook e Instagram viciantes para crianças e adolescentes.
A Meta "discorda veementemente dessas acusações" e está "confiante de que as provas demonstrarão" seu "compromisso de longa data com o apoio aos jovens", declarou à AFP um porta-voz da empresa.
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