MP solicita que médica condenada por tortura em clínica de dependentes químicos entre na lista de procurados da Interpol
A médica Maria Tereza Cabrera Bellini, condenada por tortura em clínica de reabilitação para dependentes químicos em Ribeirão Preto (SP).
Reprodução/EPTV O Ministério Público enviou esta semana um ofício à Justiça para que a médica Maria Teresa Cabrera Bellini, condenada por tortura em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos de Ribeirão Preto (SP), seja incluída na lista de procurados da Interpol.
Segundo o promotor de Justiça Aroldo Costa Filho, no pedido ao judiciário, ele requereu que a Polícia Federal apure se a psiquiatra deixou o território nacional e, em caso positivo, seja emitido um alerta às autoridades internacionais.
Até sexta-feira (28), a solicitação ainda não havia sido respondida, de acordo com o representante do MP.
Antes de ser alvo de um mandado de prisão e de ser considerada foragida, Maria Teresa atendia normalmente por meio de convênios médicos na região. 📱 Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Responsável técnica e sócia da unidade, a médica foi acusada de intimidar internos, ordenando que eles não relatassem as agressões ocorridas na clínica, fechada em 2014.
Ela é a única pessoa entre as quatro condenadas no caso que não foi presa pelas autoridades.
Além de Maria Teresa foram condenados Marluci Cabrera Bellini Henares e Djalma Antônio Henares Júnior, presos em Portugal depois de entrarem na lista de procurados da Interpol, e Agelo Bellini Neto, monitor da clínica preso em Cravinhos (SP).
Todos foram alvos de mandados de prisão depois que o processo transitou em julgado, ou seja, teve todos os recursos esgotados no Superior Tribunal de Justiça (STJ) com uma condenação de 17 anos e seis meses de prisão em regime fechado.
Procurada pela reportagem, a defesa da médica informou que não tinha nada a declarar.
Ao longo das investigações, ela e os demais réus negaram a autoria dos abusos.
A psiquiatra alegou em seus depoimentos que sua conduta na clínica limitava-se à prescrição de medicamentos e avaliação de pacientes, e afirmou desconhecer qualquer ocorrência de violência física ou psicológica.
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