Eduardo Bolsonaro pede ao governo Trump novas sanções ao Brasil
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), irmão de Flávio Bolsonaro, que concorre à Presidência da República, usou as redes sociais nesta quarta-feira (16) para revelar que pediu ao governo dos EUA, sob o comando de Donald Trump, novas sanções contra o Brasil.
De acordo com informações reveladas pelo irmão de Flávio Bolsonaro, ele e o youtuber Paulo Figueiredo se reuniram nesta quarta-feira com representantes do Departamento de Estado dos EUA e defenderam sanções contra os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Para justificar o pedido ao governo Trump para que aplique novas sanções ao Brasil, Eduardo Bolsonaro republicou uma postagem de Paulo Figueiredo na qual ele apresenta uma pesquisa que mostra que sanções contra o Brasil influenciam pouco o eleitor e que, por causa disso, a direita e a extrema direita deveriam defender a perda de soberania do Brasil perante o governo estadunidense.
A revelação de Eduardo Bolsonaro de que pediu à Casa Branca novas sanções contra o Brasil ocorre no mesmo dia em que a gestão Trump disparou ataques contra o país e afirmou que o Brasil falhou no combate ao tráfico e se tornou o “centro de distribuição global de cocaína”. https://x.com/BolsonaroSP/status/2100344848452665421 Donald Trump ataca governo Lula às vésperas das eleições e após ida de Eduardo Bolsonaro a Washington O governo Donald Trump voltou a atacar o Brasil, classificando o país como “centro de distribuição global de cocaína” , faltando menos de 20 dias para as eleições presidenciais e um dia depois de Eduardo Bolsonaro (PL) anunciar que estaria em Washington para conversar com autoridades buscando novas sanções ao país.
Em “Determinação presidencial sobre os principais países de trânsito de drogas ou os principais países produtores de drogas ilícitas para o ano fiscal de 2027” , assinada pelo próprio Donald Trump, a Casa Branca diz que “o Governo do Brasil falhou em confrontar as organizações terroristas estrangeiras designadas como Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho, que transformaram o Brasil em um centro de distribuição global de cocaína”.
A determinação de Trump coincide com o discurso de Flávio Bolsonaro (PL) que, diferentemente de Lula, diz que aceitará a imposição dos EUA para transformar as facções criminosas no Brasil em organizações terroristas, abrindo brecha para intervenção armada de Washington no país.
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