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Israel vai às urnas pela 1ª vez após a guerra em Gaza, em disputa acirrada que definirá o futuro de Netanyahu

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Israel vai às urnas pela 1ª vez após a guerra em Gaza, em disputa acirrada que definirá o futuro de Netanyahu

Outdoor de campanha de Benjamin Netanyahu para as eleições do país mostra premiê israelense ao lado de Donald Trump e sobre a frase: 'Nós temos uma chance para vencer', em Tel Aviv, 26 de outubro de 2026.

Oded Balilty/ AP Israel vai às urnas nesta terça-feira (27) nas primeiras eleições gerais no país desde o início da guerra na Faixa de Gaza.

O pleito vai definir também o futuro do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que pode deixar a política ou renovar forças para seguir com seu projeto bélico à frente de Israel. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp SANDRA COHEN: Israel vota sobre destino de Netanyahu e o futuro do país Com a popularidade em baixa e alvo de processos na Justiça israelense e um de mandado de prisão internacional, Netanyahu tenta se reeleger.

No entanto, chega às eleições em desvantagem e corre o risco de perder o posto, embora nenhum outro partido mostre força suficiente para tomar o cargo. ➡️Os israelenses elegerão nesta terça os 120 deputados que compõem o Knesset, como é chamado o Parlamento israelense.

Em Israel, um partido precisa ocupar pelo menos 61 assentos na Casa para obter maioria e, então, indicar quem será o primeiro-ministro.

Mas, pelas pesquisas de intenção de voto, a sigla de Netanyahu teria entre 20 e 30 cadeiras, praticamente empatada com o Yashar - partido de seu ex-chefe das Forças Armadas e atual opositor, Gadi Eisenkot.

Agora no g1 Mesmo uma coalizão com outras siglas -- que Netanyahu usou para formar seu último governo --, pode ser insuficiente para garantir a maioria.

Isso porque a soma dos partidos da atual coalizão que governa Israel não deve completar os 61 assentos, de acordo com as pesquisas.

Um desses partidos é a sigla da extrema direita Otzma Yehudit, do polêmico Itamar Ben-Gvir, atual ministro de Segurança Nacional de Netanyahu.

Principal braço da coalizão do governo israelense, o partido não deve chegar a 9 assentos.

O que deixa o cenário ainda mais incerto é que as forças de oposição também não conseguem alcançar a maioria mínima para formar governo, segundo as intenções de voto.

O líder do partido Yashar, Gadi Eisenkot, também ex-chefe das Forças Armadas de Israel, agita bandeira após falar em comício em Tel Aviv, em 25 de outubro de 2026.

David Goldman/ AP Caso nenhuma força política consiga reunir os assentos mínimos, o país pode ter de repetir eleições e mergulhar na mesma espiral de alguns anos atrás, quando fez cinco eleições, até que, no fim de 2022, Netanyahu garantiu a maioria com uma decisão controversa.

Na ocasião, ele topou aliança com o partido de Ben Gvir, da extrema direita, em uma parceria vista por vários especialistas como um dos fatores propulsores da guerra.

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