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Robô humanoide Digit V5 consegue trabalhar até 20 horas por dia usando câmeras, sensores e percepção de pessoas para circular sem grades de segurança: a mudança está aproximando robôs dos mesmos corredores usados por trabalhadores

Folha de Boa Vista ·
Robô humanoide Digit V5 consegue trabalhar até 20 horas por dia usando câmeras, sensores e percepção de pessoas para circular sem grades de segurança: a mudança está aproximando robôs dos mesmos corredores usados por trabalhadores

O robô humanoide Digit V5 está sendo preparado para uma mudança que pode ser mais importante para as fábricas do que simplesmente fazê-lo andar mais rápido, carregar objetos maiores ou ganhar movimentos mais parecidos com os de uma pessoa.

A Agility Robotics quer colocar sua próxima geração trabalhando por até 20 horas ao longo de um dia e, principalmente, circulando em áreas compartilhadas com trabalhadores sem depender das tradicionais grades que separam robôs industriais de pessoas.

A proposta mexe em uma das barreiras mais difíceis da automação industrial.

Braços robóticos são comuns em fábricas há décadas, mas normalmente trabalham dentro de células delimitadas.

O Digit foi pensado justamente para entrar em instalações desenhadas para humanos, caminhar por corredores existentes e executar tarefas sem exigir que todo o ambiente seja reconstruído ao redor da máquina.

No Digit V5, essa ideia avança para um estágio mais complexo: o robô precisa não apenas perceber caixas, equipamentos e rotas, mas também reconhecer a presença de pessoas e reagir de maneira previsível quando alguém cruza seu caminho.

O Digit V5 quer sair da “gaiola” dos robôs industriais O conceito usado pela Agility é o de segurança cooperativa .

Daniel Diez, diretor de negócios da Agility Robotics, afirmou que um dos principais obstáculos à adoção em larga escala de humanoides não está necessariamente na inteligência artificial ou na capacidade de realizar determinada tarefa, mas na possibilidade de esses equipamentos trabalharem próximos de pessoas sem precisar permanecer atrás de barreiras físicas.

O Digit V5 está sendo desenvolvido exatamente para esse cenário.

Câmeras, sensores e sistemas de percepção ajudam a máquina a monitorar o ambiente enquanto trabalha.

A ideia é permitir que o robô detecte pessoas, considere movimentos inesperados e ajuste seu comportamento para reduzir riscos de colisão.

Isso é diferente de simplesmente ensinar um robô a seguir uma rota.

Dentro de uma fábrica real, alguém pode entrar repentinamente no corredor, um objeto pode ser deixado em uma posição diferente ou outro equipamento pode atravessar a trajetória planejada.

O sistema precisa perceber essas mudanças e responder antes que a situação se transforme em um acidente.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhabv.com.br — o conteúdo pertence a Folha de Boa Vista.

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