Brasil tem deflação de 0,4% na prévia de agosto e inflação fica dentro do teto da meta
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) apresentou deflação de 0,4% em agosto, mostram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quarta-feira, 26.
O número ficou abaixo da deflação de 0,06% do IPCA-15 de julho.
O indicador ficou levemente abaixo das projeções do Broadcast, que estimava uma deflação de 0,3% para o mês.
No acumulado do ano, o IPCA-15 registra alta de 3,09%.
Em 12 meses, a variação acumulada é de 4,24%, abaixo do teto da meta estipulada pelo Banco Central , que é de 4,5%.
O resultado de agosto foi puxado principalmente pelas quedas nos grupos Habitação, Transportes e Alimentação e bebidas.
Os três grupos tiveram recuos de 1,41%, 1,00% e 0,57%, respectivamente, e contribuíram com -0,22, -0,20 e -0,12 ponto percentual para o índice geral.
Em Habitação, a energia elétrica residencial recuou 6,25% e teve contribuição de -0,26 ponto percentual, o principal impacto negativo sobre o índice.
A queda ocorreu em razão da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas em agosto.
A bandeira tarifária amarela continuou em vigor no mês, adicionando R$ 1,885 à conta de luz a cada 100 kWh consumidos.
Continua após a publicidade Também foram incorporados reajustes nas tarifas de energia em Curitiba, Porto Alegre e São Paulo.
Em Curitiba, houve reajuste de 19,55%; em uma das concessionárias de Porto Alegre, de 14,89%; e em uma das concessionárias de São Paulo, de 8,85%.
Em Transportes, a variação passou de uma alta de 0,11% em julho para uma queda de 1,00% em agosto.
O resultado foi influenciado principalmente pela passagem aérea, que recuou 13,30%, e pelos combustíveis, que caíram 1,43%.
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