Caiado muda de posição e diz ser a favor do fim da escala 6x1
Candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado mudou de posição sobre o fim da escala 6×1 e declarou, neste sábado (22/8), em Campinas , interior de São Paulo , ser favorável à proposta .
A afirmação foi feita durante entrevista coletiva, apenas três dias depois de o ex-governador de Goiás chamar de “eleitoreira” e “populista” a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada de seis dias de trabalho por um de descanso.
Questionado diretamente sobre se é favorável ao fim da escala 6×1, Caiado respondeu: “Sim, sou a favor.” Na quarta-feira (19/8), durante o 11º Fórum CNT de Debates, o candidato havia evitado apoiar a proposta que está em discussão no Congresso e afirmou que o texto tinha caráter “eleitoreiro” e “de voto” .
A PEC prevê a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, além do fim da escala 6×1.
O texto estava parado no Senado desde maio, mas o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou na última semana que vai encaminhá-lo à Comissão de Constituição e Justiça ( CCJ ), após conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A expectativa, no entanto, é que a discussão avance somente depois das eleições.
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O candidato chamou os ausentes de “fujões” e afirmou estar otimista para o debate da TV Band , marcado para este domingo (23/8).
Ao comentar a polarização política, Caiado classificou o cenário como “briga inútil”.
O candidato também fez críticas às administrações do PT e afirmou que o Brasil “caminhou pela mediocridade” nos últimos anos.
Na área de segurança pública, Caiado defendeu a criação de uma tipificação que chamou de “terrorismo domiciliar” para enquadrar a atuação de facções criminosas.
Também prometeu construir 40 presídios de segurança máxima e ampliar o uso de inteligência artificial (IA) pelas forças de segurança — tecnologia que afirmou ter sido uma das principais ferramentas utilizadas em Goiás, estado do qual foi governador, para aumentar a resolução de crimes e antecipar ocorrências.
Caiado também defendeu a criação de uma força policial integrada com países vizinhos para combater o narcotráfico, o contrabando de armas e a lavagem de dinheiro.
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