Unesco identifica anomalias que podem ser “naufrágios” em La Isabela
Uma missão internacional liderada pela Unesco, em colaboração com Espanha e República Dominicana, detectou dezenas de anomalias no leito marinho da Baía de La Isabela, local do primeiro assentamento espanhol permanente nas Américas, fundado em 1493.
As descobertas, resultantes de explorações realizadas por especialistas entre 2024 e 2026, indicam a possível existência de antigos galeões ligados à segunda viagem de Cristóvão Colombo ou de naufrágios datados entre os séculos 16 e 18.
Missão da Unesco identifica dezenas de anomalias que podem ser patrimônio subaquático na Baía de La Isabela.
As explorações sugerem a presença de antigos galeões da segunda viagem de Cristóvão Colombo ou naufrágios dos séculos 16 e 18.
Uma comissão hispano-dominicana definirá, no início de 2027, o financiamento necessário para as operações arqueológicas na região.
As anomalias, observadas na enseada de La Isabela voltada para o Atlântico, representam um significativo avanço na compreensão do período inicial da colonização europeia nas Américas.
O que as anomalias podem revelar? Alejandro Gumá Ruiz, representante regional da Unesco, esclareceu que as irregularidades encontradas no leito marinho “podem ou não estar ligadas à presença de patrimônio cultural subaquático”.
Contudo, ele enfatizou que essa ligação “só poderá ser determinada durante a fase de escavação”, que ainda aguarda financiamento.
A diretora regional da Unesco, Anne Lemaistre, ressaltou a importância histórica da operação.
Segundo Lemaistre, a iniciativa “está fortalecendo as capacidades nacionais dominicanas para gerar conhecimento científico, preservar o patrimônio e geri-lo de forma sustentável”, o que sublinha o caráter educativo e de capacitação do projeto.
Da IstoÉ com ANSA.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em istoe.com.br — o conteúdo pertence a IstoÉ.