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Ibovespa interrompe rali eleitoral e engata primeira queda semanal de outubro

Valor Investe ·
Ibovespa interrompe rali eleitoral e engata primeira queda semanal de outubro

A semana que parecia destinada a dar continuidade ao rali pós-primeiro turno acabou entregando aos investidores um verdadeiro teste de estresse.

Em cinco dias marcados pela recalibragem do risco político, o mercado trocou a euforia da largada de outubro pela cautela antes do segundo turno.

Com o freio de mão puxado ao longo dos últimos dias, o Ibovespa interrompeu a sequência de altas e engatou sua primeira queda semanal no mês, de 1,7%, aos 205.430 pontos.

A mudança de humor do mercado começou a se desenhar à medida que novas pesquisas de intenção de voto no segundo turno passaram a apontar um cenário mais apertado do que o previsto após 5 de outubro.

A confirmação de um empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) nas pesquisas Quaest e Datafolha fez ruir a tese de uma vitória confortável da oposição, levando gestores a reduzirem a exposição em ativos de risco.

Em paralelo, a tramitação de pautas no Congresso e os acenos de campanha acabaram por azedar o clima de vez.

A aprovação da PEC do fim da escala 6x1 no Senado reacendeu temores de inflação repassada ao consumidor final e de pressão sobre a rentabilidade de algumas empresas.

O tempero final veio no fim da tarde de ontem, com a notícia de que o governo Lula avalia resgatar a proposta de tarifa zero no transporte público aos fins de semana e feriados - uma medida vista pelo mercado como um aceno de forte apelo popular com potencial de estrago fiscal.

Esse combo de incertezas também se refletiu no mercado de juros futuros, que deixou para trás o alívio pós-primeiro turno e avançou em todos os vértices ao longo da semana.

No fechamento desta sexta, a taxa do DI para janeiro de 2028 avançou para 12,94%, enquanto o vencimento para janeiro de 2029 bateu em 12,71% e o contrato para janeiro de 2031 escalou a 12,735%.

Se antes a aposta em novos cortes de juros era dada como certa, o estresse dos últimos dias fez os investidores pisarem no freio.

A probabilidade de o Banco Central reduzir a Selic em 0,25 ponto na reunião de novembro caiu de 84% para 73%, enquanto a chance de o Copom manter os juros parados saiu de 12% para 18%.

Na bolsa, a reação do mercado a esse ambiente de maior cautela provocou um movimento claro de rotação de carteiras.

Os investidores debandaram dos papéis mais sensíveis à economia doméstica e buscaram abrigo em ativos defensivos ou beneficiados pela alta do petróleo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.

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