Infantino viaja ao Caribe e à França em meio a pressão por renúncia
O presidente da Fifa Gianni Infantino passou o último fim de semana acumulando milhas de viagens internacionais com objetivo de tentar estancar a crise que envolve a sua gestão desde a divulgação do plano de vender 21% dos direitos comerciais do futebol a investidores privados ligados ao presidente dos Estados Unidos Donald Trump.
Conexões O primeiro pouso do dirigente foi na República Dominicana, a pretexto de acompanhar um pouco relevante torneio masculino sub-14 promovido pela União de Futebol do Caribe (CFU, na sigla em inglês).
No entanto, Infantino não assistiu a nenhuma partida sequer.
A visita durou cerca de 26 horas e foi marcada por encontros políticos e constantes fotos e vídeos, registrados por sua equipe de redes sociais, apertando a mão ou abraçando dirigentes locais.
Logo depois, o presidente da Fifa seguiu para Paris, onde participou da cerimônia de encerramento da Copa do Mundo de e-Sports e foi visto cumprimentando o presidente francês Emmanuel Macron.
A agenda levantou críticas sobre a forma como o dirigente tem usado compromissos esportivos para buscar apoio político, especialmente no Caribe, região considerada estratégica para sua tentativa de reeleição em março de 2027.
O local conta com muitos pequenos países e, claro, muitos votos.
Uefa Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, tornou-se o principal opositor de Infantino.
O dirigente classificou o plano fracassado da Fifa Forward Enterprise (FFE), que previa a venda de participação nos direitos comerciais do futebol a investidores privados, como “ainda pior que a Superliga [de Clubes]”.
“Tenho absoluta certeza de que o plano [da FFE] está morto.
Para mim, o mais importante é que impedimos mais uma tentativa de vender o esporte.
É difícil imaginar que tipo de pessoas venderiam um esporte que pertence a todos”, declarou Ceferin em entrevista ao podcast The Rest is Politics.
O dirigente afirmou que não pretende se candidatar à presidência da Fifa, mas garantiu que Infantino terá adversários caso insista em disputar a eleição.
LEIA MAIS: Gianni Infantino tenta quebrar coesão de Concacaf, Uefa e AFC contra sua gestão LEIA MAIS: FairSquare exige que Fifa impeça candidatura de Gianni Infantino, que balança entre apoios e oposições Nórdicos Além da Uefa, federações nórdicas, grupo formado por Dinamarca, Finlândia, Ilhas Faroe, Islândia, Noruega e Suécia, também se posicionaram contra Infantino, exigindo uma revisão independente da governança da entidade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em maquinadoesporte.com.br — o conteúdo pertence a Máquina do Esporte.