Converse retira anúncio após acusações de referência à Ku Klux Klan
A Converse retirou de circulação uma peça publicitária de sua nova campanha após a imagem provocar críticas nas redes sociais por supostas referências à Ku Klux Klan (KKK) e à violência racial nos Estados Unidos.
A fotografia fazia parte da divulgação do Chuck 70 X e era estrelada pela cantora sul-coreana Karina , integrante do grupo de K-pop aespa. A artista aparece usando uma saia branca e segurando um par de tênis pretos enquanto outros calçados estão distribuídos pelo cenário.
PRESTEM ATENÇÃO AQUI Esse ano, nos EUA, um jovem negro foi pra uma casa de lago com um grupo de “amigos” branco, desapareceu e todos alegaram que não sabiam nada. A família veio pras redes sociais pedir ajuda pq ele ficou dias sumido sem explicação de nenhuma autoridade, mas infelizmente foi encontrado na floresta perto da lago, enforcado. A polícia encerrou o caso como suicídio.
Ano passado outro caso ficou famoso quando uma jovem negra, estudante, foi encontrada enforcada DENTRO DO CAMPUS DA FACULDADE onde ela estudava, no Mississipi. A polícia encerrou o caso como suicídio.
Esses são apenas 2 das DEZENAS de casos que estão aparecendo principalmente nos estados sulistas, onde historicamente a Ku Klux Klan sempre atuou com muita violência, e todos encerrados como suicídio. Famílias estão precisando vir em redes sociais pra conseguir informações sobre seus filhos desaparecidos porque a polícia está sendo claramente negligente – pelo mesmo motivo que você nunca verá o Batman investigando o Bruce Wayne.
Isso é o apito de cachorro mais descarado que eu já em DÉCADAS, mas não importa de ser. A Converse tirou as fotos da internet, pediu desculpas, mas também não importa. O recado já foi mandado e quem a empresa queria que entendesse, já entendeu. Fiquem de olho em quem vai aparecer do nada de All Star no pé nos palanques e telas do mundo.
Uma luz projetada sobre a saia branca de Karina cria uma forma triangular. Internautas afirmaram que o resultado visual lembrava os capuzes pontiagudos historicamente associados à Ku Klux Klan, organização supremacista branca surgida nos Estados Unidos no século 19.
Outro elemento também foi alvo de críticas. Na fotografia, Karina segura um par de tênis de maneira que os calçados aparecem suspensos. Alguns usuários interpretaram a composição como uma possível referência visual às vítimas de linchamentos, uma das formas de violência racial praticadas historicamente nos Estados Unidos.
As interpretações partiram de usuários das redes sociais. Não há indicação de que a Converse tenha criado ou divulgado a campanha declarando qualquer relação com a KKK ou com atos de violência racial.
Após a repercussão, a Converse retirou a fotografia de seus canais oficiais e afirmou que trabalha para eliminar a peça de outros locais onde ela ainda esteja disponível.
Em comunicado, a empresa pediu desculpas e reconheceu que a imagem não deveria ter sido utilizada.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em istoe.com.br — o conteúdo pertence a IstoÉ.