De Curitiba a Foz do Iguaçu, entenda como a água percorre mais de 700 km e faz a vazão das Cataratas aumentar milhões de litros
Cataratas do Iguaçu registram maior vazão do ano em Foz do Iguaçu A chuva que cai a mais de 700 quilômetros das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, pode influenciar diretamente o volume de água que passa pelas quedas.
Isso acontece porque o Rio Iguaçu nasce na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), atravessa o estado de leste a oeste e recebe água de outros rios ao longo do caminho. ✅ Siga o canal do g1 Foz do Iguaçu no WhatsApp Nesta quarta-feira (14), a vazão das Cataratas chegou a 15,7 milhões de litros de água por segundo, conforme medição das 8h.
O volume é mais de dez vezes superior à média histórica, de 1,5 milhão de litros por segundo, e representa o maior registro de 2026 até agora. ➡️ A vazão é a quantidade de água que escoa por um canal em um intervalo de tempo específico.
Ela pode ser definida como uma relação entre volume e tempo.
Mas, para que a vazão aumente tanto, não é necessário que chova intensamente em Foz do Iguaçu.
O que mais influencia o volume das quedas são as chuvas registradas em toda a bacia do Rio Iguaçu, que reúne os rios e córregos responsáveis por alimentar seu curso.
Entenda qual o caminho das águas abaixo.
Segundo André Franzini, gerente de sustentabilidade da Urbia+Cataratas, concessionária responsável pela visitação turística do Parque Nacional do Iguaçu, a água da chuva que cai em diferentes regiões do Paraná chega ao Rio Iguaçu por meio desses afluentes e segue em direção às Cataratas.
“Como ele corta um trecho muito longo, praticamente o estado todo do Paraná, então todos os afluentes vão alimentando o Rio Iguaçu”, explica Franzini.
Dados da vazão das Cataratas do Iguaçu Infográfico/ g1 Como é possível saber quanta água está chegando às Cataratas? O Rio Iguaçu é monitorado em diferentes pontos ao longo de seu percurso, inclusive nas usinas hidrelétricas instaladas no rio.
Segundo Franzini, a vazão é calculada a partir de medições do nível da água, feitas com equipamentos instalados no leito do rio.
Esses dados são associados a cálculos que permitem estimar quantos litros passam por determinado trecho a cada segundo.
Os dados ajudam a acompanhar a cheia e a prever, com alguma antecedência, o aumento da vazão nas Cataratas.
Um dos principais pontos de monitoramento fica em Porto Capanema, no sudoeste do Paraná, antes de o Rio Iguaçu chegar às quedas.
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