Memória e fidelidade do eleitor serão testadas com veteranos de volta às urnas
As eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul têm uma turma que dispensa apresentação para quem acompanha a política estadual há algumas décadas.
André Puccinelli, Edson Giroto, Delcídio do Amaral, Jerson Domingos e Mauricio Picarelli estão entre os nomes conhecidos de outras disputas que decidiram encarar novamente as urnas.
A lista ainda tem Maria Aparecida de Oliveira do Amaral, a Enfermeira Cida Amaral, presença frequente nas eleições, e dois casos diferentes.
Dona Gilda retorna a uma chapa majoritária 16 anos após ter sido suplente ao Senado, enquanto Marco Aurélio Santullo, conhecido há décadas nos bastidores, estreia como candidato.
Um dos retornos de maior peso é o do ex-governador André Puccinelli (MDB).
Aos 78 anos, ele agora tenta chegar à Assembleia Legislativa e aparece registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) como candidato a deputado estadual.
Médico, Puccinelli governou Mato Grosso do Sul por dois mandatos consecutivos.
Depois de deixar o governo, ainda tentou retornar ao Parque dos Poderes.
Em 2022, voltou a disputar o Executivo estadual, mas terminou em terceiro lugar, com cerca de 247 mil votos, equivalentes a 17% dos válidos.
Quatro anos depois, trocou a disputa majoritária pela proporcional e busca uma cadeira de deputado estadual.
Quem também volta ao jogo é Jerson Domingos (União Brasil).
Ele foi eleito deputado estadual pela última vez em 2010, quando recebeu 38.204 votos e terminou como o quinto mais votado daquela eleição.
Em 2015, deixou a atividade parlamentar após ser nomeado conselheiro do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul).
Jerson chegou à presidência da Corte de Contas em 2023 e se aposentou no ano passado.
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