“Esse escândalo é grande demais para caber debaixo do tapete”
Alessandro Vieira afirma que o "sistema" tentará criar "nulidades", mas diz que o "cristal quebrou"
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou nesta terça-feira, 1º, que as novas revelações sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF), e o banqueiro Daniel Vorcaro são “grandes demais para caber debaixo do tapete”.
“Os fatos são um bicho teimoso. A divulgação de documentos que comprovam a relação imprópria entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro bandido Daniel Vorcaro reafirma o que falo há tempos: esse escândalo é grande demais para caber debaixo do tapete “, escreveu no X.
Vieira alertou que o “sistema” tentará alegar alguma nulidade “para depois fingir que nada aconteceu” , mas afirmou que “o cristal quebrou” .
“É papel do Senado instalar o processo de impeachment e se faltar coragem para a atual legislatura a próxima cumprirá a missão.”
O procurador-geral da República, Paulo Gonet , pediu nesta terça-feira, 1º, a nulidade do relatório da Polícia Federal que detalha a relação de Vorcaro com Moraes. Gonet também é citado.
Em documento divulgado pelo O Globo , o PGR defendeu que, caso houvesse “algum indício de irregularidade” , o ministro André Mendonça deveria remeter o caso ao presidente do STF, Edson Fachin , para que o plenário avaliasse e autorizasse a investigação .
“Por outra causa mais, é nula. Mesmo que, casualmente, fosse encontrado algum indício do que o relator entendesse ser irregularidade de interesse penal, não caberia a ele aprofundar as pesquisas sobre o Colega – vale dizer, não caberia a ele determinar que se investigassem com mais detimento referências ao Colega. Impunha-se, antes, que, acreditando haver o que merecesse ser investigado, se dirigisse ao Presidente do Tribunal, para que o Plenário pudesse avaliar o acerto da sua impressão, concordando ou não com a investigação.”
Gonet também afirma que Mendonça não deveria pedir apurações sobre as mensagens sem um pedido do Ministério Público ou da própria Polícia Federal (PF).
“Se a autoridade policial deve interromper as suas investigações para que sobre elas delibere o órgão do Judiciário encarregado do julgamento, com maioria de razão não deve o relator admitir e nem determinar que um Colega da Corte seja escrutinado. Na realidade, o relator nem sequer detém competência para dirigir as ações policiais contra alvos que resolva mirar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.