O professor de Warren Buffett: as referências filosóficas do value investing de Benjamin Graham
Antes de Warren Buffett se tornar o “ Oráculo de Omaha ”, ele foi aluno de Benjamin Graham, homem que ficaria conhecido como o “pai do value investing ” e deixaria um legado duradouro para o mercado financeiro .
Seu clássico O Investidor Inteligente ensinou gerações a pensar preço, valor e risco.
Mas sua autobiografia, publicada postumamente, revela uma base filosófica por trás de seus métodos de mercado.
No trecho mais revelador, Graham declara sua paixão pelos clássicos gregos e romanos.
Ao citar Epicteto e Marco Aurélio , confessa ter "abraçado o estoicismo como um evangelho enviado do céu".
A seguir, entenda o que é a filosofia estoica e como seus conceitos-chave dialogam com as bases do investimento de valor de Benjamin Graham.
Serenidade imperturbável e distanciamento diante do Sr.
Mercado Em sua autobiografia, Benjamin Graham cita a "estrutura interna” para descrever os traços mentais que cultivou na filosofia.
Ele elenca uma "serenidade imperturbável" e um "certo distanciamento" como uma espécie de armadura emocional.
Essa prática o ajudou a superar dificuldades financeiras e tragédias na juventude, como a morte prematura do pai.
Anos mais tarde, transferiu essa mesma lógica para a volatilidade do mercado.
Na sua alegoria mais famosa, ele descreve o Sr.
Mercado com um sócio emocionalmente instável.
Na euforia, ele oferece suas ações por preços absurdamente altos; no pânico, quer vender por uma pechincha.
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