Um ano após megaoperação, Alemão segue sob domínio do Comando Vermelho
Um ano após a Operação Contenção, realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, a permanência do Comando Vermelho na região põe em dúvida o alcance da ofensiva.
Considerada a operação mais letal da história do país, a ofensiva deixou 122 mortos.
Apesar da mobilização das forças de segurança, 33 alvos de mandados de prisão continuam foragidos, incluindo chefes do CV como Doca , Gardenal e Pedro Bala.
Os indicadores de violência registraram mudanças no período posterior à operação.
Dados do Fogo Cruzado mostram que os registros de tiroteios nos dois complexos passaram de 41 nos 12 meses anteriores à ação para 16 nos 11 meses e meio seguintes.
A redução, porém, não significa necessariamente que o grupo criminoso tenha perdido sua influência sobre o território, que segue sob domínio do tráfico.
Os efeitos da violência continuam presentes na rotina dos moradores.
No Complexo do Alemão, 29 unidades escolares municipais precisaram suspender as atividades ao menos uma vez em decorrência de operações policiais ou confrontos entre outubro de 2025 e setembro de 2026.
No mesmo intervalo anterior à megaoperação, foram 25 escolas afetadas.
Os números evidenciam que, mesmo diante da diminuição dos tiroteios registrados, a população ainda enfrenta interrupções no acesso a serviços essenciais e os impactos da instabilidade na região.
Um relatório da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, elaborado a partir da análise de imagens de câmeras corporais, reuniu indícios de possíveis excessos durante a operação, incluindo relatos de agressões, tortura, ameaças e intimidação.
As circunstâncias das 122 mortes também são alvo de investigação, com análise de registros audiovisuais e laudos periciais.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.