Currículo inovador ajuda a driblar a IA? Veja quando inovar pode atrapalhar a seleção
O designer australiano Felix Toohey cria currículos criativos e personalizados para cada empresa, transformando a candidatura em objetos e experiências inusitadas para chamar a atenção dos recrutadores.
Reprodução/Redes Sociais Enquanto muitos candidatos apostam em portfólios elaborados, cartas de apresentação personalizadas ou mensagens no LinkedIn para chamar a atenção dos recrutadores, o designer australiano Felix Toohey decidiu seguir um caminho bem diferente: transformar o próprio currículo em uma experiência física e impossível de ignorar.
Morador de Melbourne, Toohey entrega pessoalmente os currículos às empresas onde sonha trabalhar.
Mas vai além.
Em vez de distribuir documentos convencionais, ele cria uma apresentação diferente para cada empresa e transforma o currículo em objetos e experiências pensados para seus potenciais empregadores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No Instagram, ele compartilha algumas das criações com seus seguidores.
Em uma das criações mais conhecidas, o currículo foi apresentado em uma bandeja de café.
Copos de papel personalizados traziam, em formato de “latte art”, os títulos de cada seção, como formação acadêmica e experiência profissional.
As criações fazem parte da série "Ghosting Busters" (em tradução livre, "caçadores de ghosting"), projeto em que Toohey desenvolve currículos cada vez mais excêntricos para se destacar em um mercado de trabalho competitivo.
Agora no g1 Apesar da repercussão, a estratégia ainda não resultou em uma vaga fixa.
O projeto, no entanto, abriu outras portas.
A Canva, por exemplo, fez uma parceria com o designer para produzir um vídeo patrocinado inspirado na série "Ghosting Busters". 🤔 Mas, trazendo a discussão para a realidade do mercado de trabalho brasileiro, até que ponto um currículo inovador ajuda a driblar o avanço da inteligência artificial nos processos seletivos? E ainda vale imprimir o documento e entregá-lo pessoalmente? Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a resposta depende de fatores como o tipo de vaga, a área de atuação e a forma como as empresas utilizam ferramentas de inteligência artificial na seleção.
Initial plugin text Ajuda, mas não garante vaga 😉 Para Maria Paula Oliveira, diretora de recursos humanos da LG lugar de Gente, um currículo criativo pode chamar a atenção do recrutador, mas não garante, por si só, uma contratação.
A originalidade funciona como uma espécie de cartão de visitas e pode despertar curiosidade na primeira análise.
A decisão, porém, continua baseada principalmente na combinação entre qualificações, competências e experiência profissional.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.