Temor de virada de Lula faz proteção contra alta do dólar saltar à máxima desde 2011
A euforia do mercado com a vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro turno ficou para trás.
Pelo menos é isso o que indica o mercado de opções de câmbio.
O “risk reversal” de um mês, estratégia do mercado de opções que mede se os investidores estão buscando ou não alguma proteção contra uma forte valorização do dólar no curto prazo, saiu das mínimas em seis anos e foi para as máximas desde 2011, de acordo com dados informados por operadores de volatilidade e opções.
E não é só isso.
A volatilidade implícita do real (oscilação esperada da moeda) também disparou, diante da perspectiva dos investidores que a disputa presidencial deve ser mais apertada do que os resultados do primeiro turno indicavam.
Esse sentimento pode ser explicado pelas recentes medidas adotadas pelo governo, como o perdão de dívidas de microempreendedores individuais (MEI); aprovação da PEC do fim da escala 6x1; e anúncio de possível zeragem de tarifas para transporte público aos fins de semana.
Além disso, movimentos pró-Lula na semana passada também mostraram, na leitura dos traders, que o presidente segue competitivo.
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