Ibovespa abre semana decisiva das eleições no vermelho; o que esperar até o 2º turno?
A última semana antes do segundo turno das eleições começou exatamente como já era esperado: no ajuste fino de posições e cautela.
Na abertura dos negócios desta segunda-feira (19), a bolsa até ensaiou um movimento positivo embalado por papéis domésticos, mas acabou sucumbindo à pressão de pesos-pesados.
O Ibovespa fechou em leve baixa de 0,2%, aos 205.079 pontos.
No mês, sobe 10% e, no ano, os ganhos são de 27,3%. d O grande vilão do dia foi o setor de petróleo, puxado pela Petrobras, cujas ações ordinárias (PETR3) e preferenciais (PETR4) recuaram Z% e Y%, a despeito do tom construtivo demonstrado por investidores internacionais sobre os papéis da estatal.
Em relatório publicado hoje após encontros nos Estados Unidos, o BTG Pactual ressaltou que a petroleira segue como a opção preferida dos estrangeiros para exposição ao setor no Brasil.
Para os analistas, uma eventual alternância no governo pode beneficiar a empresa principalmente via redução do custo de capital próprio.
Esse custo nada mais é do que o "prêmio" que o investidor cobra para colocar dinheiro na ação.
Se a incerteza política e fiscal diminui, o prêmio exigido cai, barateando os investimentos da petroleira e destravando valor para os papéis.
O setor bancário também operou dividido e pesou sobre o índice, com recuos no Santander Unit (SANB11), em queda de 2%, no Bradesco PN (BBDC4), com perda de 1,5%, e no Itaú PN (ITUB4), caindo 0,5%.
Do lado positivo, resistiram as units do BTG Pactual (BPAC11), em alta de 1,7%, e do Banco do Brasil ON (BBAS3), subindo 1%.
Na ponta mais vulnerável, as ações ordinárias da Marfrig (MRFG3), com tombo de 4,8%, puxaram as perdas da sessão, seguidas por Caixa Seguridade (CXSE3), em queda de 3,5%.
Em contrapartida, as empresas cíclicas domésticas lideraram os ganhos, com MRV (MRVE3) em disparada de 8,45% e Magazine Luiza (MGLU3) com avanço de 8% - refletindo a aposta do mercado de que uma eventual confirmação da vitória da oposição possa pavimentar uma trajetória de juros mais baixos à frente.
O radar dos investidores segue totalmente voltado para o desfecho da disputa entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula.
A preferência do mercado por uma vitória da oposição ganha força na aposta de uma agenda mais firme na contenção de despesas e no rigor fiscal.
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