A engenharia da IG4 para impedir que a RE da Braskem desmorone
Quando a IG4 assumiu o controle da Braskem, não herdou apenas a maior petroquímica da América Latina, uma dívida monumental e uma crise que já se arrastava havia meses.
Herdou também uma coleção de relógios marcando horas diferentes.
Um corre em São Paulo, onde a companhia tenta aprovar sua recuperação extrajudicial.
Outro está em Nova York, onde credores ameaçam arrancar um braço financeiro da solução brasileira.
Um terceiro funciona no Texas, onde a subsidiária mexicana Idesa tenta resolver um Chapter 11.
Há ainda um quarto, mais discreto, ligado a um terminal de etano no México cuja dívida tem garantias capazes de chegar à controladora.
Separadamente, nenhum desses problemas parece fatal.
O trabalho da IG4 é impedir que eles comecem a conversar entre si.
É justamente aí que mora o risco da operação.
A recuperação extrajudicial desenhada para a Braskem não precisa apenas de uma negociação bem-sucedida com os credores brasileiros.
Ela depende de que uma sucessão de eventos no Brasil e no exterior permaneça dentro dos limites previstos no plano.
Alguns desses limites estão escritos em cláusulas que permitem até encerrar a própria reestruturação.
A IG4 construiu uma espécie de cordão sanitário ao redor de cada incêndio.
Agora precisa garantir que nenhum deles atravesse a cerca.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.