Análise: Assembleia da ONU de 2026 será a mais importante em anos
A 81ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que começa nesta terça-feira (22) em Nova York, promete ser uma das mais importantes da história recente da entidade .
O encontro, que se estende até 28 de setembro, reunirá dezenas de chefes de Estado e de governo para discursos e reuniões paralelas sobre os principais temas da agenda internacional.
Segundo o analista sênior de Internacional, Américo Martins, entre os líderes esperados para discursar, alguns estarão mais atentos às suas próprias disputas eleitorais internas do que às demandas da comunidade global.
É o caso de Lula, que enfrenta eleições no Brasil, e também de Donald Trump , que terá pela frente eleições para o Congresso americano em novembro, consideradas muito perigosas para ele.
Leia Mais ONU escolhe novo secretário-geral neste ano; veja quem são os candidatos Carolyn Birkett, da Guiana, lidera votação informal para liderança da ONU Assembleia Geral da ONU: Entenda como funciona O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, figura central no tabuleiro geopolítico mundial, também participa do encontro em meio a dificuldades eleitorais em Israel, com pleito previsto para outubro.
Outros discursos relevantes incluem o de Volodymyr Zelensky, da Ucrânia, e o de Delcy Rodríguez.
“Vai ser a estreia da nova líder da Venezuela nas Assembleias Gerais da ONU”, destacou Martins durante o Hora H desta segunda-feira (21).
O futuro da ONU em debate Segundo Américo Martins, para além dos discursos, o encontro será marcado por discussões cruciais sobre o próprio futuro da organização .
Um dos momentos simbólicos será a despedida de António Guterres , que encerra neste ano o seu segundo e último mandato como secretário-geral da entidade.
“Existe uma disputa muito acirrada por um novo secretário-geral ou, como esperamos, por uma nova secretária-geral .
Existe uma demanda muito grande por uma mulher que seja a primeira secretária-geral da ONU”, destacou Américo.
A chilena Michelle Bachelet, que contava com o apoio do Brasil e do México, desistiu da candidatura por não ter conseguido respaldo suficiente no Conselho de Segurança.
No momento, duas candidatas das Américas figuram em posição de destaque: Rebecca Greenspan , da Costa Rica, e Carolyn Birkett , diplomata da Guiana.
Conselho de Segurança paralisado Outro ponto central da Assembleia será a discussão sobre o congelamento do Conselho de Segurança da ONU.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.