Salário do STF dá ‘condição média’ de vida, diz Mendonça, que recebeu R$ 182 mil em 2026
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o salário de um magistrado proporciona uma “condição média” de vida, ainda que “muito acima” do restante dos brasileiros.
“Um ministro do tribunal, um juiz em geral, ele não pode ter a pretensão de ficar rico.
O salário, ainda que seja um bom salário, não te dá condições de ter uma vida sem preocupações financeiras.
A gente tem que controlar a despesa no dia a dia”, afirmou Mendonça.
Apesar de não proporcionar uma “vida nababesca”, como descreveu o ministro, os magistrados são uma classe privilegiada.
“Mas não é uma classe que não tem que se preocupar com as contas no fim do mês”, disse.
A declaração foi feita durante o 5º Seminário da Associação Nacional de Magistrados Evangélicos (Anamel), realizado na última sexta-feira, 21, na Universidade Presbiteriana Mackenzie Segundo o Portal da Transparência do STF, os rendimentos líquidos recebidos por André Mendonça entre janeiro e julho deste ano variaram de R$ 18.881,92 (abril e maio) a R$ 43.028,21 (janeiro), somando R$ 182.029,10 no período.
A média mensal de R$ 26.004,16.
Conforme noticiou o Estadão, no mesmo evento, o ministro falou sobre as dificuldades do trabalho na Corte.
Os dois primeiros anos no STF, disse, “foram períodos de muita infelicidade”.
Hoje, ele vive “muito mais o ônus e a responsabilidade do que qualquer outra coisa”.
André Mendonça é ministro do STF desde dezembro de 2021 por indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ele é relator das duas investigações mais sensíveis em curso na Polícia Federal: a que apura as fraudes envolvendo o Banco Master e a que investiga o esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.
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