Apesar de queda na fila no INSS, pessoas relatam espera de até 8 meses por resposta a pedido de benefício
A fila de espera por benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vem recuando e atingiu o menor patamar em 21 meses, segundo dados do Ministério da Previdência Social.
Apesar da redução, pessoas ouvidas pelo g1 relatam uma espera de até oito meses por uma resposta a pedidos de benefício.
E dizem enfrentar dificuldades durante o processo.
Dados do governo mostram que a fila caiu para 1,8 milhão de benefícios represados em junho e para 1,55 milhão no fim de julho, o que representa, segundo a Previdência Social, uma redução de 74% desde o início do ano.
A queda ocorre após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmar que pretende zerar a fila ainda em 2026.
O g1 entrevistou pessoas que aguardam há meses por uma resposta, tiveram pedidos negados ou enfrentaram dificuldades durante as perícias médicas.
Conheça alguns relatos nesta reportagem: Motorista de app enquanto aposentadoria não sai José Flávio trabalha como motorista de app enquanto aguarda resposta a pedido de aposentadoria Acervo pessoal José Flávio Costa, 58 anos, aguarda há cerca de oito meses uma resposta do INSS ao pedido de aposentadoria feito em 24 de novembro de 2025.
Enquanto espera, trabalha como motorista de aplicativo para manter as despesas da casa em dia e pagar o apartamento que financiou.
Ele afirma que começou a trabalhar ainda na infância, e passou 27 anos trabalhando como motorista de ônibus.
“Um trabalho exaustivo, muito cansativo”, afirma.
Trabalhando com aplicativo, José Flávio afirma que chega a ficar até 13 horas na rua para tentar atingir a meta de renda.
“É muito desgastante", complementa.
Depois de mais de 50 anos de trabalho, José lamenta o fato de estar enfrentando dificuldade para obter a aposentadoria.
“O que vai me restar é trabalhar de aplicativo até quando eu aguentar, até quando o corpo fala: ‘Hoje eu não aguento mais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.