Cremesp abre sindicância contra ginecologista indiciado por estupro de paciente
Ginecologista é investigado por estupro após denúncia de paciente O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) instaurou uma sindicância para apurar a conduta do ginecologista Osmar Trojan, de 82 anos, indiciado pelo crime de estupro contra uma paciente.
Segundo o órgão, o caso corre sob sigilo.
A sindicância é a fase preliminar para averiguação dos fatos denunciados, coleta de provas, manifestação escrita ou audiência com os envolvidos.
Caso sejam constatados indícios de infração ética, o Cremesp pode instaurar um processo ético-disciplinar.
Nessa fase, denunciante e denunciado têm direito de apresentar provas e se manifestar, inclusive com acompanhamento de advogados.
Procurado, o advogado Alessandro Fischer Martins Silveira, que representa Osmar, negou as acusações e afirmou que "confia que, no curso da instrução processual, mediante o exercício pleno do contraditório e da ampla defesa e a produção das provas pertinentes, demonstrará sua inocência".
A defesa também ressaltou que o inquérito tramita sob sigilo e que, até o momento, não houve recebimento de denúncia pela Justiça.
Segundo o advogado, o procedimento ainda está na fase de investigação e deve ser observada a presunção de inocência.
Denúncia Esther Neves entrou pela primeira vez no consultório do ginecologista Osmar Trojan aos 16 anos.
O médico era próximo de sua família, atendia sua mãe e era visto como uma espécie de figura paterna.
Hoje, aos 27 anos, a jovem passou a entender de outra forma situações que, na época, acreditava fazerem parte das consultas.
A jovem foi atendida por Osmar entre 2014 e 2022 em um consultório particular no Brooklin, na Zona Sul de São Paulo.
Durante as consultas, ele fez exames sem luvas, tirou fotos íntimas dela e exibiu vídeos pornográficos.
Em um dos episódios, ele chegou a sugar os seios dela sob a justificativa de verificar o que saía deles, segundo Esther.
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