Itália: viver sob a nuvem de cinzas do Etna é “um pesadelo”
Quando, em março de 2021, Emilia Privitera começou a tossir sem parar, temeu, a princípio, ter apanhado COVID-19 outra vez. Quando o teste deu negativo, pensou que pudesse ser apenas uma alergia sazonal.
“Mas a tosse persistiu durante semanas e os meus pulmões faziam um estranho som sibilante quando inspirava entre uma tosse e outra”, conta à Euronews Earth. “Por isso fui a um especialista, e ele encontrou algo que nunca imaginaria: pequenas e quase imperceptíveis partículas de cinza presas nos pulmões.”
Privitera vive em Nicolosi, uma localidade perto da segunda maior cidade da Sicília, Catânia. Fica encostada às encostas do monte Etna, o vulcão mais alto e mais ativo da Europa. A cada erupção – que pode ocorrer várias vezes por ano – os sintomas regressam, e o mesmo acontece com centenas de outros residentes da zona.
Nas últimas semanas, uma série intensa de erupções devolveu o monte Etna às manchetes internacionais pelo espetáculo de fogo, bem como por ter deixado centenas de voos em terra durante uma semana.
Mas, enquanto milhões de pessoas se deslumbram com estes fenómenos naturais, há menos atenção para quem vive com as consequências da libertação constante de cinza vulcânica. Em períodos de atividade vulcânica intensa, a queda de cinza pode atingir milhares de toneladas por dia, cobrindo localidades em toda a região.
A cinza vulcânica é composta por partículas muito finas de rocha, minerais e vidro vulcânico e pode ficar presa facilmente em telhados e recantos de difícil acesso de edifícios e ruas durante anos.
Esta cinza pode atuar como fertilizante rico em minerais que melhora a drenagem e a retenção de água do solo nas terras envolventes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em pt.euronews.com — o conteúdo pertence a Euronews (PT).