Cegos transformam garrafas pet que iriam para o lixo em vassouras usadas por garis na limpeza urbana em Vitória
Projeto para cegos transforma garrafas Pet em vassouras para gari O que antes iria para o lixo ganha novo destino, se transforma em material de limpeza e promove a inclusão no Espírito Santo.
Por meio de um projeto realizado em Vila Velha, na Grande Vitória, pessoas com deficiência visual produzem vassouras feitas com garrafas pet recicladas.
A maioria dos produtos fabricados é destinada aos garis que limpam as ruas de Vitória.
Segundo a empresa responsável pela gestão dos varredores, metade das vassouras usadas na limpeza urbana de Vitória vem do Projeto Cego Faz. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp "A vassoura é boa para a gente, tem uma durabilidade grande, não é pesada e é fácil de manusear para o trabalho", afirmou a gari Josilene Santana.
O projeto consegue dar nova utilidade para produtos que poderiam até ser descartados irregularmente no meio ambiente.
Há cerca de 15 anos, a iniciativa foi idealizada pela União dos Cegos Dom Pedro II e funciona no bairro Jardim Colorado.
Lá, as garrafas passam por várias etapas até virarem ferramentas de trabalho.
Cegos transformam garrafas pet que iriam para o lixo em vassouras usadas por garis na limpeza urbana em Vitória Reprodução/TV Gazeta LEIA TAMBÉM: VÍDEO: Galo comunitário de condomínio é 'sequestrado' por entregador em calçada de Vitória HONESTIDADE: Ajudante de aterro encontra videogame de R$ 4 mil no lixo e devolve para o dono em Cachoeiro MEGAIGREJA: Veja detalhes de templo com tecnologia de estádio e capacidade para 12 mil pessoas no ES Primeiro, o plástico é cortado, desfiado e preparado.
As fibras, então, são enroladas e fervidas para que o material fique mais flexível.
Depois de cortar e formar as cerdas, é hora de montar o produto final.
O porta-voz da Cego Faz, Carlos Ajur Costa, afirmou que, em uma única vassoura grande, cerca de 20 garrafas pet de 1,5 litro ou 2 litros são usadas.
Embora sustentável, o projeto enfrenta como desafio a falta de matéria-prima.
"Nós teríamos capacidade de transformar 30 mil garrafas pet por mês, mas não conseguimos esse número.
Muitas vão para o lixo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Espírito Santo.