Em cinco anos, mais de 2 mil famílias perderam as casas por falta de pagamento
Em cinco anos, 2.086 famílias perderam as casas onde moravam por falta de pagamento e tiveram os bens levados a leilão pela Caixa Econômica Federal.
Números da instituição revelam que, desse total, 85%, ou 1.773, foram leiloados ou vendidos por meio de outras formas disponibilizadas, como venda online e compra direta, ou saldo de leilão e concorrência pública.
A média é de 38 imóveis residenciais retomados a cada mês.
O pico da inadimplência que culminou na perda das casas ocorreu em 2025, quando 591 pessoas ou famílias ficaram sem o bem.
Para a Caixa, essa quantidade decorre do retorno à normalidade do mercado de leilões após a pandemia de covid-19.
Neste ano, até o momento, 227 imóveis residenciais foram retomados.
Entre eles está a casa da empresária e estudante de medicina Karen Ratier.
Após 11 prestações não pagas, em fevereiro deste ano a instituição bancária encerrou o contrato de financiamento e levou o imóvel a leilão.
Com medo e em busca de uma última saída para a questão, ela recorreu às redes sociais para pedir ajuda.
Ela relatou que, até a data da consolidação, quando a casa passou para a posse do banco, a dívida sem juros somava R$ 7,9 mil.
Com os acréscimos, o valor atingiu quase R$ 20 mil.
Segundo ela, após a consolidação o contrato foi cancelado, deixando de gerar parcelas pagáveis.
A família conseguiu na Justiça adiar o certame e convocar a entidade bancária para uma tentativa de conciliação.
A Caixa ainda não se manifestou no processo.
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