Morre aos 101 anos o preso mais velho dos EUA — que recebeu oito vezes a 'última refeição', mas não foi executado
Francis Smith era considerado o prisioneiro que cumpriu a pena mais longa nos EUA BBC/Andrius Banevicius Francis Clifford Smith recebeu sua última refeição oito vezes.
Mas, após ter escapado da pena de morte todas as vezes, ele passou a ser considerado o prisioneiro que cumpriu a pena mais longa nos EUA, antes de falecer em junho, aos 101 anos de idade. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Condenado por assassinato em 1950, quando tinha 25 anos, ele sempre manteve que era inocente, disseram à BBC pessoas que o conheciam.
Andrius Banevicius, o oficial de informações públicas do Departamento de Execuções Penais de Connecticut, relatou como Smith costumava alimentar os pássaros enquanto estava na prisão de Osborn, o que lhe rendeu o apelido de "Homem-Pássaro de Osborn".
"Ele enchia as roupas com o máximo de pão que conseguia", disse Banevicius.
"Todo mundo meio que fingia que não via, porque sabiam que ele só estava alimentando os pássaros." Pena de morte nos EUA: entenda medida do governo Trump sobre pelotão de fuzilamento A condenação Smith era um jovem delinquente quando foi acusado, em 1949, do assassinato de Grover Hart, um vigia noturno de um clube náutico em Connecticut.
Ele foi um dos dois homens presos pelo crime, mas o outro fez um acordo judicial e testemunhou contra Smith, que mais tarde foi considerado culpado de homicídio em primeiro grau.
A culpa de Smith e as provas que levaram à sua condenação foram questionadas ao longo dos anos, principalmente depois que testemunhas se retrataram de seus depoimentos e outro detento confessou posteriormente o assassinato.
Quando Smith morreu, ele estava em uma casa de repouso sob liberdade condicional supervisionada.
BBC/Departamento de Execuções Penais de Connecticut Um dos policiais que interrogou Smith após sua prisão testemunhou posteriormente que acreditava na inocência de Smith.
"Nem sequer tenho certeza se ele estava presente no assassinato", declarou o major Leo Carroll ao Conselho de Indultos, de acordo com o Boston Globe.
Essas dúvidas lhe renderam um adiamento de suas muitas execuções programadas.
Em 1954, sua sentença de morte foi comutada para prisão perpétua.
Smith passou mais de 70 anos atrás das grades, com exceção de três breves períodos em liberdade.
Ele fugiu da prisão em 1967, mas foi recapturado 12 dias depois.
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