Eventos climáticos extremos no centro da Amazônia preocupam cientistas
Um novo estudo identificou uma mudança preocupante no clima da Amazônia : o centro-norte da região apresenta o crescimento mais rápido dos eventos climáticos extremos .
A área, que reúne grandes extensões de floresta preservada, savanas naturais e territórios indígenas, não era apontada anteriormente como a mais afetada pelas mudanças climáticas.
A pesquisa, publicada na revista Communications Earth & Environment , analisou o comportamento das temperaturas e da disponibilidade de água entre 1981 e 2023.
Os resultados mostram que cerca de 10% da bacia amazônica, uma área superior a 700 mil km², registrou aumento de pelo menos 0,75 °C por década nas temperaturas extremas durante a estação seca.
Desde 1981, a alta supera 3,22 °C nessas áreas.
Para quem tem pressa: O centro-norte da Amazônia apresenta o crescimento mais rápido dos eventos climáticos extremos; Cerca de 10% da bacia registrou aumento de pelo menos 0,75 °C por década nas temperaturas extremas; O aquecimento acumulado desde 1981 supera 3,22 °C nessas áreas durante a estação seca; O sul da Amazônia ainda lidera quando são consideradas as temperaturas médias; Calor e seca podem aumentar riscos para florestas, animais, rios e comunidades amazônicas.
Como os pesquisadores identificaram a mudança Para analisar o clima de toda a Amazônia, os pesquisadores dividiram a região em células de 11 km e utilizaram dados de alta resolução sobre temperatura e chuva.
As informações combinam registros de satélites e estações meteorológicas locais, permitindo identificar a estação seca de cada área individualmente.
Documento também relaciona a exploração ilegal de madeira na Amazônia à competitividade da indústria madeireira estadunidense – Imagem: Paralaxis/iStock O estudo também utilizou uma nova medida de déficit hídrico que considera a influência da temperatura na perda de água.
Com esses dados, a equipe calculou as mudanças de temperatura e estresse hídrico em toda a Amazônia ao longo de 43 anos, considerando tanto a estação seca quanto o ano hidrológico completo.
A equipe avaliou as mudanças de duas maneiras.
A primeira utilizou a chamada “tendência central”, que calcula a evolução média das temperaturas e do déficit hídrico ao longo dos anos.
A segunda adotou a “tendência extrema”, dando maior peso aos anos excepcionalmente quentes ou secos.
Essa segunda abordagem revelou uma diferença importante.
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