Uma idade da escala geológica leva o nome desta cidade a 60 km do Rio, onde foi encontrado o tatu mais antigo do mundo
O solo da região guarda pistas de uma época muito anterior à presença humana
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Poucas cidades do mundo emprestam o nome a um trecho da história da Terra. Em Itaboraí , na região metropolitana do Rio de Janeiro , uma antiga mina de calcário guardava fósseis tão antigos e tão bem preservados que os pesquisadores batizaram com o nome do município uma das subdivisões da escala geológica de tempo.
A resposta começa em 1928 , quando o que parecia caulim na Fazenda São José se revelou calcário de boa qualidade. A extração durou pouco mais de 50 anos e alimentou a indústria de cimento do estado. O material retirado dali foi usado em obras como o estádio do Maracanã e a ponte Rio-Niterói .
Quando o calcário acabou, em 1984 , restou uma cava de 70 metros de profundidade, preenchida aos poucos pela chuva e por veios subterrâneos até virar um lago. Segundo a Prefeitura de Itaboraí , a área foi declarada de utilidade pública em 1990 e, cinco anos depois, transformada no Parque Paleontológico de São José , reconhecido pela Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos (SIGEP) .
Porque os fósseis encontrados ali não têm equivalente em nenhum outro ponto das Américas, exceto na Patagônia . Conforme a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) , o conjunto do Paleoceno recolhido na bacia levou à definição do andar Itaboraiense , reconhecido na coluna internacional de tempo geológico.
O motivo é o momento que esses ossos registram. Depois da extinção dos dinossauros, os mamíferos ocuparam espaços que antes não eram deles, e a bacia preservou justamente os primeiros capítulos dessa expansão na América do Sul . Por isso o lugar é chamado de berço dos mamíferos entre paleontólogos.
A lista reunida no parque atravessa dezenas de milhões de anos e inclui espécies que só existem no registro fóssil. Estes são os achados mais citados pela administração municipal:
Quem busca turismo histórico no Rio de Janeiro , vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Prontos Para O Perrengue 💪 , que conta com mais de 700 visualizações, onde o apresentador mostra o Parque Paleontológico de São José de Itaboraí :
A visita é feita apenas com acompanhamento. O parque trabalha com agendamento prévio de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e as escavações seguem em andamento, o que exige cuidado com as formações rochosas que ainda podem conter fósseis.
O passeio combina ciência e paisagem: o lago que ocupou a antiga cava tem tom esverdeado por causa do calcário dissolvido, cercado por paredões onde as camadas de sedimento ficam visíveis a olho nu. É uma aula de geologia ao ar livre a menos de uma hora do centro do Rio.
O clima é tropical úmido, típico do fundo da Baía de Guanabara , com verão quente e chuvoso e inverno mais seco. Setembro registra média próxima de 84 mm de chuva, volume que sobe bastante nos meses de verão, segundo o Climatempo . Veja o comportamento de cada período:
As condições variam de um ano para outro sob influência de fenômenos como El Niño e La Niña.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.