Lito Sousa deixa hospital e inicia cuidados paliativos em casa; entenda como funciona a abordagem e quando é indicada
Lito Sousa se emociona em vídeo sobre a doença que enfrenta Reprodução Lito Sousa deixou o hospital, mas levou parte dele para casa.
O térreo da residência onde o criador de conteúdo passou a viver foi reorganizado para reproduzir a estrutura de uma internação: enfermeiros em turnos que cobrem as 24 horas do dia, equipamentos, uma rotina de suporte contínuo.
Aos 59 anos, diagnosticado com Creutzfeldt-Jakob —doença neurológica rara, provocada por proteínas anormais chamadas príons e sem terapia capaz de reverter seu curso—, ele passou a ser acompanhado por cuidados paliativos.
A saída do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, na terça-feira (1º), não encerrou a busca por alternativas.
A família segue tentando incluí-lo em estudos experimentais.
Ainda assim, a expressão que passou a descrever seu tratamento soou, para muita gente, como um ponto final.
É aí que mora um dos equívocos mais comuns sobre o tema.
Cuidados paliativos não são o encerramento do cuidado nem sinônimo dos últimos dias de vida.
São uma forma de tratar o sofrimento —e podem começar muito antes de qualquer despedida.
É possível viver em cuidados paliativos? Um cuidado que não interrompe o tratamento A definição consagrada internacionalmente descreve essa assistência como uma abordagem voltada ao alívio do sofrimento provocado por doenças graves, independentemente do tempo de prognóstico.
Não é uma etapa reservada ao fim, mas um acompanhamento que pode acontecer em paralelo às terapias que combatem a doença.
O trabalho envolve o controle rigoroso de sintomas físicos: dor, falta de ar, náusea, vômito, fadiga, insônia, constipação, somado ao apoio psicológico, ao suporte social e à orientação de familiares.
O modelo defendido por especialistas é o de atuação simultânea: a equipe que conduz o tratamento segue acompanhando o paciente, se essa for a escolha dele, enquanto o cuidado paliativo organiza o manejo dos sintomas, estrutura a comunicação e ampara a família nas decisões.
Nada disso impede que a pessoa opte, mais adiante, por interromper terapias agressivas —mas essa passa a ser uma decisão informada, tomada com tempo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.