Trump se perde no próprio tarifaço
Foto: Casa Branca O Brasil discute como reagir ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, voltou a classificar a sobretaxa como ilegal, indevida e abusiva.
Segundo ele, o processo de reciprocidade comercial não deverá ser concluído antes de dezembro.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Mas essa discussão precisa ser observada por um ângulo mais amplo.
O tarifaço não representa apenas um problema para o Brasil.
Ele começa a revelar as contradições da estratégia econômica e política criada pelo próprio Donald Trump.
O presidente norte-americano abriu uma guerra comercial prometendo proteger a indústria dos EUA, recuperar empregos e reduzir o custo de vida.
Ao mesmo tempo, transformou as tarifas em instrumento de pressão política sobre governos e países que contrariam seus interesses.
O problema é que o cenário internacional mudou.
A guerra envolvendo o Irã ampliou a instabilidade, pressionou o mercado de energia e complicou ainda mais a situação econômica dos Estados Unidos.
E energia cara não fica restrita aos postos de combustíveis.
Ela aumenta o custo do transporte, da produção industrial, dos alimentos e de praticamente tudo o que chega ao consumidor.
A conta chega ao consumidor Embora o preço da gasolina tenha recuado em julho na comparação mensal, ainda estava 24,6% acima do registrado um ano antes.
No mesmo período, a energia acumulava alta de 14,7%.
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