Eduarda Campopiano pode pagar R$ 100 mil por ataque transfóbico a Erika Hilton
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu à Justiça a condenação de Eduarda Campopiano (PL) , deputada estadual eleita, por uma publicação considerada transfóbica contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) .
Na ação civil pública, a Promotoria pede o pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos , além de retratação pública e da proibição de novas publicações de conteúdo transfóbico, sob pena de multa.
Campopiano foi a candidata mais votada para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nas eleições de 2026, com 1.956.238 votos .
Post contra Erika motivou ação O caso começou com uma publicação feita por Campopiano no X em 4 de outubro, dia do primeiro turno .
Ao comentar os resultados das eleições, a política do PL se referiu a Erika Hilton, uma mulher trans, como “ homem biológico ” e questionou sua condição de mulher mais votada para a Câmara dos Deputados.
A publicação levou a deputada estadual eleita Sofia Favero (PSOL) a acionar o Ministério Público por transfobia e violência política de gênero.
Na ação apresentada agora à Justiça, o MP-SP considera que a manifestação de Campopiano ultrapassou os limites da liberdade de expressão.
A Promotoria também sustenta que a parlamentar não pode invocar imunidade parlamentar para justificar a publicação.
Segundo o Ministério Público, a manifestação foi “ absolutamente gratuita ”, uma vez que Erika não havia citado Campopiano anteriormente.
Duas votações expressivas O ataque ocorreu após as duas parlamentares alcançarem votações expressivas em São Paulo.
Campopiano recebeu mais de 1,9 milhão de votos e se tornou a deputada estadual mais votada de São Paulo em 2026.
Erika Hilton, por sua vez, foi reeleita deputada federal com cerca de 1,5 milhão de votos .
A postagem de Campopiano buscava justamente confrontar a identidade de gênero de Erika a partir dos resultados obtidos nas urnas.
Campopiano diz que publicação foi “provocativa” Após a repercussão, Campopiano afirmou à Folha de S.Paulo que a publicação havia sido uma “ manifestação provocativa ” dentro do debate político nas redes sociais.
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