Nanoosso pode estimular crescimento ósseo e reduzir enxertos invasivos
Um material biodegradável desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Sydney, na Austrália, pode ajudar o próprio organismo a regenerar tecido ósseo .
Em testes com animais, o chamado “nanoosso” estimulou a formação de novo osso e pode, no futuro, reduzir a necessidade de enxertos retirados do próprio paciente.
O estudo foi publicado na revista ACS Nano e contou com a colaboração da Universidade de Queensland.
Os resultados indicaram cerca de 80% mais formação de osso em comparação com materiais usados como controle após oito semanas.
Como o material atua no corpo O nanoosso é formado por um nanomaterial de cálcio-aluminossilicato.
Em vez de funcionar apenas como preenchimento, ele ativa um fator de crescimento já presente no organismo, o TGF-β1.
O sinal biológico atrai células-tronco responsáveis pela formação óssea e estimula a produção de novo tecido.
Com o tempo, o material é substituído pelo próprio osso do paciente.
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Além disso, o material favoreceu a coagulação do sangue em cerca de 30 segundos, o que ajuda a estabilizar a área lesionada nas fases iniciais da cicatrização.
Possível uso em crianças com fissura A tecnologia pode beneficiar crianças com fissura labial e fenda palatina — condição que afeta cerca de 1 em cada 700 nascimentos.
Hoje, a reconstrução óssea da mandíbula costuma exigir cirurgia com enxerto, realizada apenas entre 10 e 12 anos.
A expectativa dos pesquisadores é que, no futuro, seja possível estimular a regeneração óssea mais cedo, sem a necessidade de retirar osso de outra parte do corpo.
“Nosso objetivo é desenvolver materiais que ajudem o corpo a regenerar o osso naturalmente e reduzir a necessidade de procedimentos invasivos”, disse Xu.
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