DPE pede bloqueio de R$ 2 milhões da Prefeitura de Belém após Hospital Pio XII suspender atendimento pelo SUS
o Hospital Infantil Pio XII, anunciou a suspensão temporária de novas internações pelo SUS devido a crise financeira pelo atraso de repasses municipais.
Reprodução A Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE) solicitou à Justiça o bloqueio imediato de mais de R$ 2 milhões das contas da Prefeitura de Belém.
A medida ocorre após o Hospital Infantil Pio XII anunciar a suspensão temporária, nesta terça-feira (27), de novas internações de crianças pelo Sistema Único de Saúde (SUS) devido a crise financeira pelo atraso de repasses municipais.
No documento, o órgão pede que a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) regularize os pagamentos e restabeleça o fluxo de novos atendimentos no hospital em até 24 horas, sob pena de multa diária.
A Sesma informou que os valores pendentes totalizam R$ 1.586.828,25, conforme os registros administrativos e financeiros.
Desse total, R$ 904.615,93 correspondem a setembro e outubro de 2024.
Os outros R$ 682.212,32 são referentes a 2026.
A Sesma diz ainda "que a regularização das pendências exige o cumprimento desses procedimentos para garantir a correta aplicação dos recursos públicos". ✅ Clique e siga o canal do g1 Pará no WhatsApp Dívida e contrato defasado Em nota oficial divulgada pela diretoria do Hospital Pio XII, a instituição de saúde afirma enfrentar um "grave estrangulamento financeiro" decorrente da falta de pagamentos por parte da prefeitura de Belém.
De acordo com o hospital, o montante devido pelo município supera os R$ 2 milhões, sendo que R$ 1.115.156,14 são de notas fiscais que já venceram e não foram pagas, e R$ 906.715,05 referentes a serviços médicos que já foram prestados, processados e aprovados, mas que a Sesma ainda não autorizou a cobrança.
Ainda segundo a administração do Pio XII, a crise é agravada por um contrato firmado em 2016 que está vencido desde 2022.
O hospital alega que os valores repassados estão defasados há dez anos e são incompatíveis com os custos atuais da assistência médico-hospitalar infantil.
"Sem esses pagamentos, é impossível manter em dia os salários dos colaboradores, a remuneração dos médicos, a compra de medicamentos, insumos e demais despesas indispensáveis ao funcionamento do hospital", declarou o diretor-executivo do hospital, Thiago Redig, na nota oficial.
O Hospital Pio XII garantiu que todos os pacientes que já estão internados irão continuar recebendo assistência médica até que recebam alta hospitalar.
A suspensão emergencial é restrita a novas admissões.
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