Ceuta leva imigrantes a armazéns após denúncia de estupros
Ceuta levará imigrantes para armazéns antes de enviá-los ao Marrocos em meio a denúncias de estupro de ao menos cinco meninas.
Há denúncias de estupro de ao menos cinco meninas imigrantes com menos de 14 anos após a chegada a Ceuta. Elas receberam atendimento no Hospital Universitário de Ceuta, e os casos foram informados às autoridades locais, de acordo com o El Pueblo de Ceuta.
A Promotoria de Ceuta abriu procedimentos preliminares em dois casos de suposta agressão sexual. O órgão informou que não havia prisões até então.
Autoridades espanholas planejam identificar e processar imigrantes em armazéns antes de enviá-los de volta ao Marrocos. O governo pretende concluir o procedimento em até 72 horas após localizar cada pessoa.
Um armazém perto da fronteira marroquina, em Tarajal, e outro no enclave serão usados como alojamentos temporários. A informação sobre os locais foi publicada pelo The Telegraph.
Pedidos de proteção internacional precisam ser analisados pelas autoridades espanholas. As regras da União Europeia e da Espanha exigem a avaliação das solicitações antes de qualquer devolução.
Ceuta registrou mais de 1.342 menores imigrantes desacompanhados após a chegada em massa vinda do Marrocos. A ministra espanhola da Juventude e Infância, Sira Rego, divulgou o número na sexta-feira.
Dois centros educacionais serão convertidos em abrigos para menores desacompanhados. O CEIP Reina Sofía já acolhia mais de 110 meninas e adolescentes, enquanto o CEIP Príncipe Felipe também receberá jovens homens.
Crianças desacompanhadas não podem ser devolvidas automaticamente ao Marrocos. As autoridades precisam verificar idade, identidade, família e condições de segurança no país de origem.
Mais de 70 mil pessoas entraram em Ceuta no mês passado, durante 48 horas de travessias. Até 100 pessoas morreram no período, e cerca de 8.000 imigrantes ainda permanecem no enclave espanhol.
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