MRV volta a gerar caixa, eleva margem e corta dívida com venda de ativos
A MRV&Co fechou o segundo trimestre com sinais de virada na operação: a incorporação imobiliária no Brasil voltou a gerar caixa, entregou a maior margem bruta em sete anos e ajudou a sustentar um plano de redução de dívida apoiado na venda de ativos da Luggo e da Resia.
Excluídos os efeitos das cessões de recebíveis, a MRV Incorporação acumulou geração de caixa de R$ 126 milhões nos últimos 12 meses.
No mesmo indicador, o primeiro trimestre do ano passado apontava queima de R$ 741 milhões — uma melhora de R$ 866 milhões no período.
A margem bruta chegou a 31,2% no trimestre, um ponto percentual acima do registrado um ano antes e o maior patamar desde 2018.
As novas vendas já saem com margens próximas de 35%, nível para o qual a companhia espera levar gradualmente a margem reconhecida ao longo de 2026 e 2027.
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A Resia, braço da MRV nos Estados Unidos, anunciou US$ 401 milhões em vendas neste ano, cerca de R$ 2 bilhões.
Entre as transações estão os empreendimentos Ten Oaks e Rayzor Ranch , vendidos por US$ 139 milhões e liquidados em julho, além do Memorial — último projeto legado da subsidiária — e cinco terrenos, negociados por US$ 170 milhões .
Concluído o processo, a MRV afirma que não terá mais operações nos Estados Unidos.
No Brasil, a Luggo assinou um memorando para vender três empreendimentos residenciais por R$ 166 milhões.
Depois da operação, a subsidiária ficará sem outros projetos prontos ou em construção.
O efeito recai sobre o endividamento.
A dívida líquida encerrou junho em R$ 5,9 bilhões, R$ 400 milhões abaixo dos R$ 6,3 bilhões do fim do ano passado.
Considerando o impacto das vendas já anunciadas sobre a posição de junho, o indicador cairia para R$ 4,6 bilhões — recuo de R$ 1,7 bilhão, ou 28%, ante o fechamento de 2025.
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