Fiscalização resgata 37 trabalhadores em condições análogas à escravidão em pedreira no RN
Trabalhadores atuavam na extração de quartzito em pedreira na zona rural de Ouro Branco Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE) Trinta e sete trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão durante uma fiscalização em uma pedreira de quartzito na zona rural de Ouro Branco, na região Seridó do Rio Grande do Norte.
A ação foi iniciada em 27 de julho e alcançou diferentes frentes de trabalho na mesma pedreira, vinculadas a seis empregadores.
Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, os 37 trabalhadores atuavam sem registro e sem formalização dos contratos de trabalho. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp A fiscalização identificou condições consideradas degradantes, com violações relacionadas à saúde, segurança, higiene e descanso dos trabalhadores.
Ao todo, aproximadamente R$ 157 mil foram pagos pelos empregadores em verbas rescisórias.
O Ministério do Trabalho e Emprego não informou o nome da pedreira autuada.
Entre os trabalhadores encontrados estavam dois adolescentes, de 16 e 17 anos.
Eles exerciam atividade de mineração, que é proibida para menores de 18 anos devido aos riscos ocupacionais.
Os dois foram afastados da atividade.
A operação foi conduzida pela Auditoria-Fiscal do Trabalho, vinculada à Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT/MTE), e contou com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Federal (PF).
Fiscalização encontrou condições degradantes nas frentes de trabalho Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE) Trabalhadores sem banheiro nem água A extração do quartzito era feita predominantemente de forma manual, com trabalho braçal.
Não havia instalações sanitárias, o que obrigava os trabalhadores a fazer as necessidades fisiológicas em uma região de mata.
Também não havia locais adequados para refeições e descanso.
Segundo a fiscalização, o fornecimento de água potável era irregular.
Em algumas frentes, os trabalhadores precisavam levar a água de casa.
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