Alimentos inflamatórios: verdade ou mito alimentar?
Poucas palavras aparecem tanto nas conversas sobre alimentação quanto “ inflamação ”.
E em meio a essas conversas, é muito frequente algum alimento ser citado erroneamente como inflamatório, como por exemplo: o leite , o glúten , o açúcar , o café e até mesmo o pão .
Em algum momento, parece que quase tudo o que comemos passou a carregar essa ameaça invisível, mas será que é assim mesmo? A resposta curta é: não! A inflamação não é uma palavra mágica para explicar qualquer desconforto, cansaço, inchaço ou dificuldade para emagrecer.
Ela é uma r esposta natural do organismo , fundamental para a defesa e a recuperação do corpo.
Quando temos uma infecção, um machucado ou uma agressão ao tecido, o processo inflamatório entra em ação para ajudar na reparação.
O problema começa quando essa resposta deixa de ser pontual e passa a se manter de forma crônica e silenciosa.
E é aqui que a conversa costuma se perder. +Leia também: Verdades à mesa: desvendando mitos e modismos da nutrição Continua após a publicidade O que realmente favorece a inflamação crônica Nas redes sociais, a inflamação virou quase uma culpa individual colocada sobre alimentos isolados, mas na realidade o que mais favorece um estado inflamatório persistente não costuma ser um único ingrediente, é o conjunto da rotina.
Dormir mal inflama.
Viver sob estresse constante inflama.
Ser sedentário inflama.
Consumir álcool em excesso inflama.
Ter uma alimentação pobre em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e fibras inflama.
Ganhar gordura abdominal inflama.
Passar anos comendo de forma desorganizada, sem variedade e com baixa qualidade nutricional, também pesa muito mais do que um alimento específico.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.