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Netshoes diz que fim da taxa das blusinhas torna mercado desigual

UOL Economia ·
Netshoes diz que fim da taxa das blusinhas torna mercado desigual

Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Para a Netshoes, o fim da taxa de importação para produtos de até US$ 50, a chamada taxa das blusinhas, mantém uma situação desigual. Em entrevista ao UOL, Graciela Kumruian, a principal executiva da companhia, diz que a isenção tributária representa um benefício que exclui as empresas brasileiras

Principal executiva da plataforma de varejo do esporte alerta para impacto da isenção do imposto de importação para mercado brasileiro. Em entrevista ao UOL, Graciela Kumruian, CEO da Netshoes, explica os motivos pelos quais a não tributação de importados no valor de até US$ 50 cria uma situação desigual no mercado brasileiro.

A taxa das blusinhas é um benefício que não estamos tendo aqui no Brasil. Graciela Kumruian , CEO da Netshoes

Graciela Kumruian, CEO da Netshoes, é a entrevistada do programa UOL Líderes. A íntegra da conversa vai ao ar na segunda, dia 07 de setembro, às 14h, no site e canal do UOL no Youtube.

Importantes varejistas brasileiras alertaram que podem ter que mudar as estratégias de venda para enfrentar a concorrência chinesa após o fim da taxa das blusinhas , como ficou conhecido o imposto de importação para remessas de até US$ 50.

Passar a importar é uma alternativa da indústria brasileira. O Grupo Guararapes, dono de fábricas têxteis e da rede de lojas Riachuelo , cogita importar mais para reduzir a desvantagem de custos e concorrer no mesmo modelo de negócio usado pelas plataformas de varejo chinesas, diz o diretor-geral da companhia, André Farber , também CEO da Riachuelo .

Renner também critica fim da taxa das blusinhas. A empresa diz que medida impacta a competitividade da indústria nacional e a geração de empregos, indiretamente dando benefícios fiscais para geração de emprego e renda no exterior. Segundo a companhia, a medida amplia "ainda mais o desequilíbrio tributário entre empresas que atuam no Brasil e empresas que operam de fora do país".

Importação direta a consumidores brasileiros impacta competitividade da indústria nacional. Por tabela, essa situação trava a geração de empregos e reduz a renda local, para favorecer as economias de fora. O tema foi abordado pelo presidente da empresa, Fabio Faccio, em evento com investidores realizado semana passada, em Nova York.

Taxa ajudou a criar 107 mil empregos, diz setor. Segundo o IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo), iniciativa de empresários e presidentes das 67 maiores varejistas no Brasil, o Remessa Conforme, que regulamentou regras e impostos para produtos comprados por meio das plataformas chinesas, desde agosto de 2024, empresas brasileiras voltaram a investir e contratar funcionários. "Foram criados em torno de 107 mil empregos no primeiro ano decorrentes da melhora da competitividade", disse o presidente da entidade, Jorge Gonçalves Filho.

Varejistas brasileiras querem mesmas condições de tributos. Gonçalves Filho afirmou que é preciso "isonomia tributária" entre empresas brasileiras e plataformas estrangeiras de comércio eletrônico, como Shein e AliExpress.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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