Tuíte de Flávio Bolsonaro celebrando apreensão de passaporte de Lula e acusando fuga viraliza
A rede social X (antigo Twitter) virou palco de um verdadeiro resgate histórico repleto de ironia política nesta terça-feira (27).
Logo após vir à tona a notícia de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fugiu clandestinamente do Brasil com destino aos EUA para escapar de medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal, internautas resgataram uma postagem antiga feita pelo próprio parlamentar.
O contraste entre a postura do congressista e as acusações lançadas no passado fizeram a publicação viralizar intensamente nas redes.
T uíte de 2018 e a ironia do tempo A postagem recuperada pelos usuários foi publicada na conta oficial de Flávio Bolsonaro no dia 25 de janeiro de 2018 , às 20:25.
Naquela ocasião, o parlamentar comemorou a decisão proferida pelo juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, no âmbito da Operação Zelotes.
O magistrado havia determinado o recolhimento do passaporte de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sob a hipótese de impedir uma suposta viagem do petista ao exterior.
No post, acompanhado de uma captura de tela de reportagem do portal G1 com a manchete “ Juiz de Brasília determina apreensão do passaporte de Lula ” , Flávio escreveu em tom de deboche: “ Jair Bolsonaro avisou! Ainda não foi dessa vez que Luladrão fugiu para escapar da prisão! ” O resgate da mensagem expõe a contradição do discurso moralista do clã.
Anos depois de ironizar uma suposta intenção de fuga alheia, é o próprio Flávio Bolsonaro quem efetivamente abandona o território nacional, embarcando em um voo para a Flórida mesmo sabendo da ordem expedida pelo STF que exigia a entrega de seus passaportes e proibia sua saída do país.
Perseguição, lawfare e a permanência no Brasil A comparação que domina o debate público destaca trajetórias diametralmente opostas diante da Justiça.
Durante o período em que enfrentou o auge da perseguição judicial conduzida pela Operação Lava Jato e por tribunais de primeira instância, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou postura frontalmente diversa.
Lula foi vítima de um claro processo de lawfare , a instrumentalização do sistema judiciário para fins de aniquilação política.
Anos mais tarde, o Supremo Tribunal Federal acabou por anular integralmente as condenações impostas ao petista, ao reconhecer a parcialidade do então juiz Sergio Moro e a atuação irregular de procuradores, que combinavam etapas processuais, orientavam depoimentos de testemunhas e articulavam penas à margem da lei.
Mesmo diante de um ambiente desfavorável e sob ameaça iminente de prisão, Lula jamais cogitou deixar o país, fugir de determinações judiciais ou buscar abrigo em embaixadas de nações estrangeiras.
Ao longo de todo o processo, sustentou que permaneceria no Brasil para provar sua inocência e encarar o sistema de frente.
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