Delegada que investiga padrinho suspeito de abuso sexual diz que exposição de caso por mãe influenciadora prejudica vítima
Delegada que investiga suspeito de abusar de afilhada alerta sobre exposição na internet A delegada Juliana Paiva, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Franca (SP), disse nesta sexta-feira (28) que o caso da criança de 5 anos, que a mãe afirma ter sido abusada sexualmente pelo padrinho na última semana, não deveria ser exposto nas redes sociais porque prejudica a imagem da vítima, protegida pela Lei Felca. 🔎A Lei Felca, popularmente conhecida como o ECA Digital, é o nome dado à Lei nº 15.211/2025, que protege crianças e adolescentes no ambiente virtual.
"A exposição da imagem dessa criança, que supostamente sofreu violência sexual, uma exposição realizada nas redes sociais, por sua genitora, causa prejuízos e é de amplo conhecimento que a lei Felca, que promoveu diversas alterações de dispositivos já existentes no ECA, artigo 17, artigo 18, que protege, demonstra princípios, traz princípios protetores da integridade física, psíquica, da imagem de crianças e adolescentes, que são vulneráveis". ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Desde segunda-feira (24), quando esfaqueou o tio por suspeita de que ele tenha cometido o crime, a influenciadora Laryssa Pereira, de 25 anos, tem compartilhado o desenrolar da história com os 374 mil seguidores.
Antes da repercussão do caso, ela contava com cerca de 14 mil seguidores.
Padrinho da criança e tio de Laryssa, Maikel Wilker Martins, de 41, prestou depoimento nesta sexta-feira e negou as acusações.
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"Isso pode, sim, ser considerado um ato que gera prejuízo para a imagem dessa criança.
Isso será considerado, com certeza, pelo poder judiciário, pela infância e juventude, pelo Ministério Público, que promove também essa proteção da infância e da juventude".
Delegada Juliana Paiva, da DDM de Franca, SP Polícia Civil de Franca/SP Juliana Paiva também criticou a informação de que a Polícia Civil só passou a prestar atenção no assunto após a repercussão e disse que todo caso envolvendo violência contra a mulher tem investigação por parte da DDM.
"Poder-se-ia pensar 'ah, mas se não houvesse toda essa exposição, se a genitora da suposta vítima não desferisse facadas no suposto autor, se não houvesse justiça com as próprias mãos, se não houvesse toda uma pressão, a investigação não teria sido feita'.
E nisso eu discordo.
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