Entenda esquema de lavagem de dinheiro de apostas alvo de operação na PB e em outros estados
Operação da PF sobre lavagem de dinheiro cumpre mandados em 5 estados A Polícia Federal detalhou como funcionava o suposto esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio de apostas esportivas, alvo de uma operação conjunta deflagrada nesta quinta-feira (13) na Paraíba e em outros quatro estados.
Segundo a PF, o dinheiro era lavado através do envio de recursos para um paraíso fiscal em Curaçao. 🔎 A Operação Arena, da Polícia Federal, Ministério Público da Paraíba (MPPB) e Receita Federal, tem como alvo da ação a empresa PixBet, da Paraíba.
A transação criminosa sob investigação também envolve a PixStar.
A PF detectou pagamentos entre as duas empresas.
O advogado Nelson Wilians também foi alvo de buscas (leia mais abaixo). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp De acordo com a Polícia Federal, o dinheiro que vinha das apostas era enviado para o exterior através de empresas de compensação financeira.
Depois, os valores eram recebidos por uma empresa de fachada, sem funcionários ou atividade econômica, registrada em Curaçao, um paraíso fiscal. 💰 Paraísos fiscais são países – ou jurisdições, como um estado – onde a tributação cobrada das empresas é muito pequena ou inexistente.
Esses locais, em geral, oferecem privacidade aos clientes em relação a suas informações bancárias e têm burocracia reduzida para abrir contas e movimentar o dinheiro investido.
Depois de receber o dinheiro, os sócios da empresa solicitavam pagamentos justificados por notas fiscais, emitidas pela empresa em Curaçao sem que nenhum serviço fosse prestado efetivamente.
Com as notas fiscais detalhando os serviços, o dinheiro retornava ao Brasil como pagamento por supostos serviços contratados fora do país, aparentando ter origem lícita e voltando, por fim, ao patrimônio da próprio empresa ou dos sócios envolvidos.
O esquema, ainda de acordo com a PF, pode comprovar a prática de crimes como sonegação de impostos, desvio de recursos, distorção da concorrência e fortalecimento de organizações criminosas.
Por meio de nota, o advogado Santiago Schunck, que representa Nelson Wilians, disse que a relação entre o escritório do seu cliente e a PixBet "é estritamente profissional e decorre da prestação de serviços de advocacia".
O g1 tenta contato com a defesa dos demais envolvidos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Paraíba.