Haddad critica finanças de SP e promete “pente fino” em contratos
O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) criticou nesta segunda-feira (24) a situação das finanças do Estado e afirmou que, se eleito, pretende fazer uma revisão dos contratos firmados pela atual gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Segundo Haddad, o governo paulista perdeu capacidade de investimento e chegou a uma situação de déficit nas contas.
“Eu tenho dito: as finanças não estão bem ”, afirmou o candidato durante entrevista.
Haddad citou dados da Secretaria da Fazenda para sustentar a avaliação e disse que o investimento acumulado nos três primeiros anos do governo Tarcísio caiu de R$ 76 bilhões para R$ 74 bilhões .
Leia Mais PT recorre ao TRE contra ônibus "Fora Lula" de Salles Haddad cancela agenda; vice e Datena já aguardavam no local Real Time: Tarcísio venceria disputa em 1º turno, com 52%; Haddad tem 35% Segundo ele, no mesmo período, o caixa livre do Tesouro estadual caiu de R$ 22 bilhões para R$ 5 bilhões , enquanto o superávit se transformou em déficit corrente.
Haddad afirmou que, se eleito, pretende fazer um “pente fino” nos contratos do Estado, incluindo terceirizações e concessões, para reduzir despesas e abrir espaço no orçamento para investimentos.
De acordo com o candidato, o cenário combina três fatores: queda dos investimentos, redução do caixa disponível e mudança de um quadro de superávit para déficit corrente .
Haddad também criticou a forma como o atual governo de São Paulo contabiliza investimentos após as privatizações.
Ele citou a venda da Sabesp e a utilização de recursos em outras áreas para argumentar que não seria possível considerar apenas os novos aportes sem descontar os ativos que foram vendidos.
“Não é só de privatização.
Os contratos terceirizados ganharam uma proporção no orçamento atual exorbitante.
Você já não tem espaço pra nada no orçamento de São Paulo”, afirmou.
O petista disse que, diante desse cenário, seria necessário rever os contratos e reduzir despesas consideradas excessivas para liberar recursos para investimentos e serviços públicos.
Haddad declarou que a medida não significaria reduzir recursos de áreas como educação e saúde, mas cortar despesas que considera desnecessárias.
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