Mais vítimas denunciam esquema de falsas promessas de trabalho em Juiz de Fora
Operação investiga falsas promessas de fama e TVs em Juiz de Fora Mais vítimas de um suposto esquema de estelionato com falsas promessas de trabalho no mercado da moda e da televisão em Juiz de Fora procuraram a Polícia Civil.
Ao todo, cinco pessoas já foram à delegacia até a manhã desta quinta-feira (13).
“Estamos ouvindo as vítimas e registrando as ocorrências”, disse o delegado Márcio Rocha. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Segundo o delegado, novas vítimas podem procurar a Delegacia de Santa Terezinha para registrar a ocorrência.
As investigações continuam.
Como funcionava o esquema? A apuração começou depois que uma jovem, vencedora do concurso 'Miss Juiz de Fora Plus Size', recebeu propostas de trabalho, castings e oportunidades de projeção profissional.
De acordo com Márcio Rocha, uma das organizadoras do evento teria criado uma sequência de contatos falsos para convencer a ganhadora de que as oportunidades eram reais.
O esquema funcionava da seguinte maneira: incentivar a jovem a participar de programas de TV, castings e desfiles; criar endereços de e-mail falsos a partir de contatos de produtores de televisão; enviar mensagens para a própria jovem por meio dessas contas, com simulação de convites e propostas profissionais; criar a expectativa de que ela teria oportunidades para crescer na carreira; cobrar taxas para supostas entrevistas, participações em programas e outros serviços; exigir pagamentos sucessivos para que as oportunidades fossem concretizadas.
A organização do concurso se manifestou em uma rede social e afirmou que “nada temos a ver com a situação”.
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Os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa da investigada e recolheram dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais que podem ajudar a esclarecer a origem das comunicações e dos pagamentos.
A Justiça também determinou o bloqueio de valores existentes em contas vinculadas à mulher.
Ela não foi localizada durante o cumprimento da ordem judicial.
A Polícia Civil não divulgou o nome dela.
Agora, a corporação avalia se vai pedir a prisão da organizadora com base nas provas.
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