Atores de 'A Leste do Palácio' falam sobre o xamanismo do k-drama; veja vídeo
A onda da cultura coreana no Brasil por meio de k-pop, k-drama e gastronomia. Assinada por Nathalia Durval
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Gu-cheon, um caçador de fantasmas solitário e rebelde, afunda em um lago para tirar a própria vida. É assim que ele entra no mundo dos espíritos —semelhante ao mundo invertido de "Stranger Things" —, onde luta contra criaturas macabras usando uma espada. Cada viagem, no entanto, consome sua energia yang, positiva.
O caminho dele cruza com o da princesa Saeng-gang, que tem yang em demasia. Ela também é dotada de habilidades xamânicas e consegue ouvir os mortos, mas é forçada a escondê-las. A dupla recebe a missão do rei de se livrar do "fantasma do lago", que matou todos os príncipes do palácio no passado e volta prometendo exterminar a linhagem real.
A trama guia "A Leste do Palácio", k-drama lançado pela Netflix no mês passado. O novo investimento do streaming foge das comédias românticas, o gênero favorito no Brasil das séries sul-coreanas. A tensão cresce entre os personagens ao longo dos oito episódios, mas não é o foco. No lugar, a produção combina fantasia e drama histórico, categorias também populares.
"As pessoas se sentem atraídas pelos elementos de fantasia e sobrenaturais porque eles permitem que cada espectador use a própria imaginação", avalia o ator Nam Joo-hyuk. Ele dá vida ao protagonista, que odeia o dom de transitar entre os dois mundos, motivo pelo qual sempre foi temido por todos ao redor.
"Acho que pensamos muito nessas coisas, né? Deixamos a imaginação correr solta. Pensamos: 'E se isso tivesse acontecido no passado?'", completa Roh Yoon-seo, atriz que faz a princesa destemida. "O gênero de fantasia permite que essas perguntas ganhem vida. Além disso, são coisas que jamais esperaríamos que acontecessem na vida real. Existe uma alegria em poder vê-las ganhar forma visualmente."
A série traz ainda pitadas de terror, o que provoca alguns sustos, e joga holofote no xamanismo . O conjunto de práticas ancestrais aparece com frequência em produções mainstream da Coreia do Sul —até em "Guerreiras do K-pop" —, mas não é familiar entre o público brasileiro.
O xamanismo é algo enraizado na cultura coreana, afirma Roh. "Por isso, acho natural que as pessoas tenham curiosidade. Ele tem muitos elementos capazes de despertar a curiosidade."
Seu colega de cena credita a popularização do tema à "Lendas da Cidade Natal", de 2009. "É uma série lendária à qual todos nós assistíamos enquanto crescíamos. Tudo o que vimos acabou se expandindo e evoluindo para muitos dos diferentes projetos que abordam o xamanismo hoje em dia", explica.
Ele conta: "Pensar que aquele garotinho que assistia ao programa na TV, morrendo de medo das histórias de fantasmas, agora cresceu e é protagonista de uma série como 'A Leste do Palácio' é muito divertido".
O personagem de Gu-cheon funciona como um professor para o público leigo, ao abordar os diferentes tipos de entidades e rituais. Ele explica, por exemplo, que um ak-gwi nasce quando alguém que carrega um carma pesado morre.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.