Itaú e Bradesco são favoritos do BofA entre bancos brasileiros; BB fica para trás
O Bank of America (BofA) voltou a defender uma postura seletiva para os bancos latino-americanos e mantém preferência clara por nomes brasileiros específicos.
Em relatório sobre o setor financeiro da região, o banco afirma que os valuations continuam atrativos no Brasil, mas destaca que a seleção de ações será fundamental diante do cenário eleitoral, da desaceleração econômica e das diferenças crescentes de rentabilidade entre as instituições.
Segundo o BofA, o ambiente para os bancos brasileiros deve melhorar gradualmente com o início do ciclo de queda da Selic, mas os efeitos positivos tendem a aparecer apenas ao longo de 2027 e 2028.
O banco projeta que o setor entregue crescimento de lucro de um dígito alto em 2027, em um cenário ainda marcado por crescimento econômico moderado e atividade de crédito mais fraca.
Entre os bancos listados na B3, o BofA mantém recomendação de compra para Itaú Unibanco ( ITUB4 ) e sendo a principal aposta, citando rentabilidade elevada, balanço robusto e capacidade comprovada de execução em diferentes cenários econômicos.
O banco estima retorno sobre patrimônio (ROE) de 25% em 2027 e vê potencial de valorização total de 27%, considerando dividendos.
Além disso, o Itaú apresenta o maior ROE esperado entre os grandes bancos da América Latina, ao lado da mexicana Gentera.
Na visão dos estrategistas, o prêmio de valuation do Itaú em relação aos pares brasileiros é justificado pela qualidade dos resultados e pela consistência da execução operacional.
Leia também Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa sobe com exterior e eleições em foco Bolsas dos EUA avançam com petróleo em queda A segunda preferência do BofA no Brasil é Bradesco ( BBDC4 ), apontando que, após anos de pressão sobre os resultados, o banco vê uma relação risco-retorno atrativa para as ações, apostando na continuidade do processo de recuperação operacional.
A instituição projeta crescimento do lucro de 9% em 2027 e de 15% em 2028, além de ROE de 16% e 17%, respectivamente.
O destaque é o potencial de valorização total estimado em 36%, o maior entre os bancos brasileiros acompanhados pela casa.
A expectativa reflete uma possível reprecificação das ações caso a melhora dos resultados continue avançando.
O BofA afirma que o Bradesco negocia com múltiplos ainda descontados e pode se beneficiar da queda dos juros e da estabilização da inadimplência.
A recomendação do BofA para o Itaú e para o Bradesco é de compra, com preços-alvo respectivos de R$ 51 e R$ 23.
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