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Resposta ao terremoto na Colômbia entra em fase sombria com pouca esperança por sobreviventes

UOL Notícias ·
Resposta ao terremoto na Colômbia entra em fase sombria com pouca esperança por sobreviventes

CALI/PEREIRA, 13 Ago (Reuters) - As esperanças de encontrar mais sobreviventes do forte terremoto que abalou a Colômbia no início ​desta semana estavam se esvaindo na quinta-feira, ​à medida que as equipes de resgate restringiam suas buscas, enquanto as famílias nas áreas mais atingidas aguardavam notícias de parentes desaparecidos.

Em Cali, a terceira maior cidade do país, as equipes ​passaram a se concentrar ⁠na remoção de ​escombros na maioria dos locais, em vez das operações de ⁠busca e resgate — um sinal de que ​a resposta ao desastre estava entrando em uma fase mais sombria após as cruciais primeiras 72 horas.

O terremoto de magnitude 7,4 ocorreu pouco depois ‌das 7h30 da manhã, horário local, ‌na segunda-feira, derrubando ​prédios de apartamentos, danificando casas, escolas e hospitais e levando os moradores às ruas em toda a região oeste da Colômbia, onde se concentram as fazendas de ‌café do país.

Pelo menos 265 pessoas morreram no terremoto e cerca de 500 outras ainda estão desaparecidas, informaram as autoridades na tarde de quarta-feira.

Em Pereira, outra cidade fortemente atingida na região cafeeira, Enrique Marin contou que dirigiu por mais de 10 horas desde Bogotá após receber uma ligação de um amigo que lhe disse que sua mãe estava presa sob os escombros de sua casa.

“Minha mãe foi resgatada seis horas após ‌o terremoto. Eles a retiraram com sinais vitais, mas ela morreu a caminho do hospital”, disse Marin à Reuters enquanto estava em frente aos ​escombros, segurando uma bicicleta de sua infância, o único item que, segundo ele, conseguiu recuperar da casa.

Ele afirmou que sua ‌mãe foi encontrada de pijama, com as chaves de casa ainda na mão.

Autoridades informaram na quinta-feira que mais de 150 réplicas foram registradas desde o terremoto ‌principal, aumentando a pressão sobre os ‌sobreviventes e os riscos enfrentados pelas equipes de resgate que vasculham os escombros instáveis.

O presidente Abelardo De La ⁠Espriella, que assumiu o cargo poucos dias antes do desastre, disse na quarta-feira que declararia emergência econômica e criaria um fundo de reconstrução para canalizar ajuda nacional e internacional para a reconstrução de hospitais, escolas, residências e infraestrutura.

O desastre está se configurando como ​o primeiro grande teste ​para o novo presidente, que fez campanha prometendo cortar gastos públicos e agora enfrenta a tarefa de financiar o socorro e a reconstrução, ao mesmo tempo em que precisa demonstrar que seu governo é capaz de administrar uma crise nacional.

Autoridades colombianas também rebateram as críticas sobre o gerenciamento da assistência estrangeira, afirmando que o governo não rejeitou a oferta de nenhum país, mas aceitará apenas ⁠equipes internacionais de busca e resgate que atendam a padrões de certificação reconhecidos.

(Reportagem de Nelson ​Bocanegra, Julia Symmes Cobb e Luis Jaime Acosta)

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