Centrão avalia peso do Congresso em distância de Flávio e pontes com Lula
O movimento de partidos do Centrão para manter distância formal da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), ao mesmo tempo em que preserva relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), passa por uma conta que não termina nas eleições.
A composição do próximo Congresso também pode determinar quanto poder essas legendas terão para negociar com quem assumir a Presidência em 2027.
União Brasil e PP, reunidos na União Progressista, decidiram pela neutralidade, assim como Republicanos e MDB.
No Republicanos, foram 17 votos pela neutralidade, nove por Flávio e apenas um por Lula.
Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, afirmou na última semana que o Centrão está hoje com Lula.
Ciro Nogueira (PP-PI), por outro lado, declarou voto pessoal em Flávio, apesar de comandar um partido que preferiu não integrar a chapa do senador.
A posição não significa, necessariamente, uma migração ideológica para o lado do petista.
Levantamento do Metrópoles mostrou que a União Progressista, embora neutra nacionalmente, está coligada ao PL em 10 estados e ao PT ou à Federação Brasil da Esperança em quatro .
Antes mesmo das convenções, a federação já trabalhava com a estratégia de concentrar recursos nas eleições estaduais e no Congresso, e manter liberdade para negociar com o presidente eleito.
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1 de 4 Lula durante convenção partidária; partidos do Centrão mantêm distância formal da candidatura petista, mas preservam relação com o governo LUIS NOVA/METRÓPOLES @LuisGustavoNova 2 de 4 PL aposta no fortalecimento das bancadas para ampliar espaço no Congresso em 2027 HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto 3 de 4 Presidente Lula durante convenção Federação Brasil da Esperança, no Expo Center Norte, São Paulo, em 2 de agosto de 2026 Ricardo Stuckert 4 de 4 O presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto A experiência de Lula em 2023 Um eventual novo mandato de Lula ajuda a ilustrar por que essa composição interessa ao Centrão.
O petista voltou ao Planalto em 2023 diante de um Congresso no qual não dispunha de maioria própria e enfrentou dificuldades para consolidar uma base de apoio estável.
O PL havia saído das urnas de 2022 como a maior bancada da Câmara.
O exemplo mais emblemático se deu ainda no primeiro semestre de 2023, com a medida provisória que reorganizou a Esplanada dos Ministérios.
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